Hoje, na Gazeta:"Presa na operação Naufrágio, a ex-diretora do setor de Distribuição do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) Bárbara Pignaton Sarcinelli explicou os diálogos que manteve com seu cunhado, o juiz Frederico Luís Schaider Pimentel, o Fredinho, também alvo das investigações e agora afastado das funções de magistrado.
Em conversas interceptadas pela polícia, com autorizações da Justiça, Bárbara teria se queixado por ter recebido menos do que esperava dos lucros do cartório de Cariacica, criado por meio de resolução do desembargador Frederico Pimentel, pai do juiz. "Oh, no meu bolo tá descompleto, tá! Meu bolo de chocolate.", disse. Fredinho retruca e diz que lá tem "oitenta a e nove pedaços de bolo". Bárbara questiona: "E por que... não pode ser cem, não?". E o juiz responde: "Não, não é... é sempre o mesmo número para cada irmão".
No depoimento, a servidora disse que, no dia que manteve tal diálogo com o seu cunhado, iria levar um bolo de chocolate para o Tribunal de Justiça, local do trabalho, e que tem o costume de fazer isso. No entanto, Bárbara, que reside junto com o juiz e sua irmã, explicou que Fredinho havia comido quase o bolo inteiro. Diante dessa situação, ela pediu ao magistrado que lhe pagasse o valor referente a um novo bolo, já que ficou encarregada de levar o quitute para a festa que ocorreria naquele dia no seu trabalho. De acordo com Bárbara, o valor deixado por ele foi inferior ao do bolo, o que resultou no questionamentodo fato."
Sinceramente, não sei o que é mais constrangedor: o coiadinho do juiz, esfomeado que só, comer sem permissão o bolo da cunhada; ou o óleo de peroba vencido da servidora para querer que acreditemos numa história como essa.