Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

:: Você, no seu retrato ::

"Você, no seu retrato
Por que tenho saudades de você, no retrato, ainda que o mais recente?
E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente?
Talvez por que o retrato, já sem o enfeite das palavras, tenha um ar de lembrança.
Talvez por que o retrato (exato, embora malicioso) revele algo de criança (como no fundo da água, um coral e repouso).
Talvez pela idéia de ausêcia que o seu retrato faz surgir colocado entre nós dois (como um ramo de hortência).
Talvez porque o seu retrato, embora eu me torne oblíquo, me olha sempre de frente, amorosamente.
Talvez porque o seu retrato mais se parece com você do que você mesma (ingrato).
Talvez porque, no seu retrato, você está imóvel (sem respiração...).
Talvez porque todo retrato é uma retratação..."
Leio e releio este poema de Cassiano Ricardo e concluo que o retrato é um abismo. Um abismo que se forma entre a alegria da espera e o desencantamento dos sonhos perdidos no tempo.
É assim porque a espera projeta alegrias, sonhos - pequenos prazeres baseados no engano. Prazeres que só existem na própria ausência do objeto de prazer.
O "você no seu retrato" não é você diante de mim : no retrato, você fica imóvel. Transforma-se em quadro, objeto de saudade e devoção. O retrato, então, torna-se eterno, fixado, fora do tempo.
Não que o amor esteja fadado a viver de nostalgia, ma so amor, certamente desapareceria se tivéssemos a certeza de posse sobre o tempo que vai além dos retratos.
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  Quarta-feira, Janeiro 28, 2009

:: Mafuá ::

Nosso mafuázinho ganhando forma.
Acima, vê-se a Tábula Redonda (Lancelot e Arthur já confirmaram presença na próxima reunião da Black Knight Order. O cardápio? Pringles de cebola com nutela!)








Acima, o sofá da discórdia. Abafa o caso...



E aqui, uma vista do que, segundo as decoradoras, mais aprece um "amontoado" de móveis. Animador né? Ai ai... Casar é bom, mas haja paciência para concliar tantos desejos.

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:: Alou criançada, o circo é aqui! ::

Hoje, na Gazeta:
"Presa na operação Naufrágio, a ex-diretora do setor de Distribuição do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) Bárbara Pignaton Sarcinelli explicou os diálogos que manteve com seu cunhado, o juiz Frederico Luís Schaider Pimentel, o Fredinho, também alvo das investigações e agora afastado das funções de magistrado.
Em conversas interceptadas pela polícia, com autorizações da Justiça, Bárbara teria se queixado por ter recebido menos do que esperava dos lucros do cartório de Cariacica, criado por meio de resolução do desembargador Frederico Pimentel, pai do juiz. "Oh, no meu bolo tá descompleto, tá! Meu bolo de chocolate.", disse. Fredinho retruca e diz que lá tem "oitenta a e nove pedaços de bolo". Bárbara questiona: "E por que... não pode ser cem, não?". E o juiz responde: "Não, não é... é sempre o mesmo número para cada irmão".
No depoimento, a servidora disse que, no dia que manteve tal diálogo com o seu cunhado, iria levar um bolo de chocolate para o Tribunal de Justiça, local do trabalho, e que tem o costume de fazer isso. No entanto, Bárbara, que reside junto com o juiz e sua irmã, explicou que Fredinho havia comido quase o bolo inteiro. Diante dessa situação, ela pediu ao magistrado que lhe pagasse o valor referente a um novo bolo, já que ficou encarregada de levar o quitute para a festa que ocorreria naquele dia no seu trabalho. De acordo com Bárbara, o valor deixado por ele foi inferior ao do bolo, o que resultou no questionamentodo fato."

Sinceramente, não sei o que é mais constrangedor: o coiadinho do juiz, esfomeado que só, comer sem permissão o bolo da cunhada; ou o óleo de peroba vencido da servidora para querer que acreditemos numa história como essa.
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  Quarta-feira, Janeiro 21, 2009

:: Dúvida ::

Então, estou na dúvida cruel entre comprar novos varais para a área de serviço ou passar uns dias em Trancoso. Oh, dúvida...
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  Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

:: Meu lugar ::

A caminho da Praia do Espelho, que, a partir de hoje, passa a ser o meu lugar no mundo. Se não tive a sorte de nascer baiana, hei de passar intensos dias por lá.

Meu amor, com novo visual. Desde a epifania que lhe revelou ter sido Pedro Alvares Cabral em outra encarnação que é assim: toda vez que tomamos o rumo para lá, ele resolve inventar moda. Rs!

Já na Praia de Curuípe, tomando a melhor e mais charmosa água de côco do mundo. Marley e eu.
Vidão!
Meu anjo!
Alto nível...
E muito estilo!
Caminhada pelas falésias: programa oficial das férias.
Loooongas caminhadas... Longas conversas. LONGO ENCONTRO.
Praia não tão deserta como a de antes, mas ainda assim bacana.
Já de volta ao Arraial.

Quintal da casa.
E eu subo bem alto pra dizer que é AMOOORRRR!












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  Terça-feira, Janeiro 06, 2009

:: Pode ser ::

Ele diz que é feliz
E só pensa em se divertir
Mas quando a luz se apaga
Procura alguém pra lhe abrigar
Ela pensa em seduzir
Sair com amigas pra dançar
E dorme ao lado do telefone
Esperando ninguém ligar
Pode ser, pode ser
Mas não parece simples assim
Não deixe sua razão
Destruir sua vontade
Nem vá perder a juventude
Ou a saúde por diversão
O amor não é um vício
Mas pode ser uma missão
É melhor um caso à toa
Que o egoísmo da solidão
Pode ser, pode ser
Mas não parece simples assim
Será que ela vai entender
Mesmo se ele não explicar
Será que ele vai saber ouvir
Os planos que ela gosta de traçar
Será que ele vai adivinhar
Será que ela vai compreender
Será que ela vai surpreender
Será que ele vai se adaptar
Pode ser, pode ser
Mas não parece simples assim

Léo Jaime - Pode ser
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:: Babaquice ::

- Táta, minha querida, aprende uma coisa: nem toda a distancia do mundo afasta a babaquice dos incultos, mal-educados e intrometidos. Muito menos dos fofoqueiros.
Nada como a sabedoria de um amigo durante uma conversa na madrugada.
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  Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

:: Beijinho Doce ::

Que beijinho doce que ele tem
Depois que beijei ele
Nunca mais amei ninguém
Que beiinho doce
Foi ele quem trouxe
De longe pra mim


Faz três noites que eu canto Beijinho Doce antes de dormir. Re-li-gi-o-sa-men-te. Com cachê ou sem cachê, achei por bem cantar, bater palminha, saltar pirueta e o escambau. Quem sabe assim eu não páro de ter pesadelo com a Couve-Flora apagando geral por aí.
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