Desde que me falaram que o Michael Jackson era branco da cintura para cima e preto da cintura para baixo nunca mais comi picolé mini saia. Vamos ver se, agora que ele morreu, eu me liberto deste trauma.
Observar os primeiros raios de um sol de inverno iluminando o Pio Piraqueaçu todas as manhãs é um privilégio para poucos. A gente até faz o esforço de esquecer que acordou às 5:30 da madrugada e agradece a Deus pelo momento.
Se eu fosse me atentar para a idéia original deste blog deveria dedicar mais tempo falando sobre my little world. Sem grandes pretensões ou tensões por detras de cada palavra lançada aqui. Mas, não sei por que, não me sinto mais a vontade para isso. Claro que nem tudo o que se pensa deve ser verbalizado, muito menos escrito. Não me refiro a essa berreira do bom senso que deve haver em qualquer ocasião. O fato é que ultimamente não tenho me permitido flutuar pelo blog com a mesma naturalidade de antes. E, pensando bem, acho que sei sim a razão para isso. Bateu aquela paranóiazinha de que uma certa gente anda passando tempo demaaaaaais por aqui. Uma gente conhecida e ao mesmo estranha, se é que alguém aqui me entende. Já me ocorreu se, alem de paranóica, eu não estaria sendo egocêntrica, afinal, acreditar que eu tenha mesmo tooooda essa relevância na vida de outras pessoas é uma forma de egocentrismo. Mea culpa concluída, voltemos a tal gente... Seria melhor que essa gente fosse apenas estranha. O Diabo é que é conhecida. Não são muitas pessoas, é verdade. Uns 3 gatos pingados, ou 4 quem sabe. Três gatas e um gato, isso. Um banho bem dado (com sabão e muito riso) seria suficiente para afastar a gataria e a zica pra bem longe, ou então... Ou então eu entendo de uma vez por todas que as pessoas só tem a importância que a gente dá a elas e zé finir.
Um dia no antigo Paiol dos Lorenzoni, lá em Venda Nova do Imigrante.Totalmente reformado - e reaproveitado - por amigos de longa data.
Titina fazendo pose, eu e meu amor conversando com uma das pesquisadoras mais respeitadas do país (quando digo que Coqueiral vai dominar o mundo, ninguém acredita!) e que por coincidência é a dona do lugar junto de seu chef-maridão.
A Rede Record tem lá seus méritos. Principalmente na parte estrutural e de tecnologia, não há como negar a evolução da emissora. Isso é bom, porque abre-se uma oportunidade na TV aberta para que as pessoas tenham novas opções (considerando a limitação natural dessas "novas opções" em se tratando da televisão convencional) . Mas aí, assistindo a programação da emissora ao longo deste feriadãozãotudibão, me vi, por várias vezes incomodada - pra não dizer constrangida - com os excessos de seus apresentadores. Tive a impressão de que metade da pauta de qualquer programa é dedicada a elogiar o próprio programa, os próprios apresentadores, ou então, a própria emissora. Acho que a estratégia de sentir orgulho pelo que faz e aonde faz é bem interessante do ponto de vista da gestão de pessoas, mas para quem está de fora todo esse afã meio caricato. Um excesso de coleguismo e de orgulho com as próprias criações.... Assistir um programa como o "Hoje em Dia" ou o "Hoje a tarde" (nem sei se o nome é esse, mas é um programa com a Maria Cândida) é difícil, viu? A sensação é que eles fazem parte de um clubinho, igual aqueles que as crianças fazem em torno de um ícone, tipo "clubinho da bike" ou "clubinho dos duendes". Dentro desse círculo de proteção tudo é lindo. Os amigos fantásticos se perdem em papos intermináveis sobre eles mesmos, com direito a muitos e repetitivos elogios, histórias forçadas e sem graça, e nós, que estamos de fora do clube ficamos aqui (eu, pelo menos) com as sombrancelhas levantadas com cara de "tá, mas eu entro aonde com isso?" E ai daquele que ousar discordar do clube.