Domingo, Setembro 28, 2008

:: Gordinhos safados: o reencontro ::

Veja o que acontece quando dois gordinhos safados se encontram no MSN:
- Bem, vamos a mais uma sessão “dicas de gordinhos safados”
- Faz isso não, preciso dar um jeito nesses quilos a mais
- Aabei de fazer uma mousse na Garoto que é simpelsmente FEN FA FI O NAL. É só bater a mistura da caixinha com 1 xícara de leite gelado e colocar na geladeira e ta-dã! Pronto! Nada de fogão nem nada... liquidificador mesmo.
- Um dos motivos para eu tentar ficar longe aí de Vitoria é nao engordar
- Sei como é, comer fora das casa dos pais é recessão na certa
- Aqui no Rio eu tenho maior controle. A comida é um fator de socialização muito importante. Entao, se vou aí, e tenho de rever as pessoas. Qual vai ser o encontro? comida!
- É verdade....
- Almoça na casa de uma vó num dia, da outra no outro, lancha com os amigos, janta com a namorada, vai na bee com a mãe... resultado: passo uns 3 meses aqui, perco uns 10 quilos, depois passo um fim de semana aí e ganho tudo de novo
- Essa desproporção do qto é possivel se perder e se ganhar em um dia é muito cruel
-
Mas vou tentar chegar no seu casamento bem magrinho
- Sabia que minha mãe está organizando uma gincana na minha família com vistas ao meu casamento?
- É?
- Funciona assim: quem emagrecer mais vai ganhar um terno (se homem) ou um vestido (se mulher).
- Você é muito cruel!
- Todo mês fazemos um churrasco (gordinhos safados e unidos, lembra? Rs!), e aproveitamos para pesar cada um dos participantes
- Que sacanagem!
- O "líder" da competição conseguiu perder 450g em 3 meses
- Um feito
- Mas, falando sério: qual o seu maior problema?
- Meu ponto fraco é comida
- NÃO BRINCA?
- Olha não sei se funcionaria com você, mas desde que eu passei a almoçar no restaurante vegetariano eu consegui regular um pouco mais a comida.
- Ham...
- A comdia é tão ruim, tão ruim que você regula a quantidade de "ruidades" que coloca no prato
- É, pode ser uma estratégia
- Lá no Centro de Vitória existe um restaurante natureba em que eu fui obrigada a chupar 3 limãos sem perceber.
- Que experiência!
- Para você ver... Vi uma frutinha tão bonitinha, rosinha cor de tuti-fruti, que pensei: deve ser uma "grapefruit anã". Chupei uma e achei azedo demais; Chupei outra, imaginando que aquela primeira poderia estar estragada, e, não satisfeita parti para a terceira vez quando tive a brilhante idéia de perguntar ao dono do restaurante o que era aquilo: "limão silvestre dos alpes andinos".
- Agora me diz uma coisa: vc já viu limão ROSA?
- Ruidade pura!
- Hehehehe "menor ruindade no prato,menor a surpresa e os quilos a menos garantidos"
- Pô, o pior é que o que nao falta aqui ao redor da minha casa no Rio é lugar bom pra comer...
- É o que eu digo: a comida nos persegue meu amigo.

- Que sina minha amiga.
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:: Paralamas X Titãs ::

O grande encontro entre Paralamas e Titãs foi MUITO mais do que eu esperava. Foi um show diferente de tudo o que poderia se imaginar. Algo que não pode ser medido pela qualidade das músicas, das letras ("cabeça, cabeça de dinossauro": hum? como assim?), enfim nada próximo da onda cult de Paula Lima, Maria Rita ou Lenine.
Foi um espetáculo aonde a energia falou mais alto: rock´n roll de um lado e latinidade de outro. Isso mesmo. Com as duas bandas no palco foi possível ver o quão diferentes - e tão irmãs - elas são.
Houve momento em que ambas tocaram juntas (duas bateriais, dois baixos, duas guitarras, dois vocais), e momentos aonde cada uma fez o seu show.
Emocão à parte ficou por conta das músicas em que todos os integrantes, das duas bandas sentaram-se em cadeiras, formando uma meia lua em solidariedade a Hebert Vianna. Claro que chorei. E chorei também na hora que tocou Epitáfio, Lanterna dos Afogados e Go Back por que realizei um sonho de adolescente: dançar agarradinha e cantar olhando nos olhos de alguém que eu amasse muito. E ele estava lá: doce, carinhoso, amigo, liiiiiindo e feliz. CANTEI, DANCEI E FIQUEI COM A CERTEZA DE QUE SER FELIZ É UMA QUESTÃO DE OPÇÃO.

"Só quero saber do que pode dar certo"!
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  Sexta-feira, Setembro 26, 2008

:: Continuação... ::

Bem, se lhe faltar o colírio, leia o livrinho "Duas dúzias de coisinhas à-tôa que deixam a gente feliz". Faz o mesmo efeito.
Trascrevo ele inteiro:
Passarinhos na janela
pijama de flanela
brigadeiro na panela.
Gato andando no telhado
cheirinho de mato molhado
disco antigo sem chiado.
Pão quentinho de manhã
dropes de hortelã
o grito do Tarzan.
Tirar a sorte no osso
jogar pedrinha no poço
um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa
pisar em tapete persa
eu te amo e vice-versa.
Vaga-lume aceso na mão
descer pelo corrimão.
Almoço de Domingo
revoada de flamingo
herói que fuma cachimbo.
anãozinho no Jardim
lacinho de cetim
terminar o livro assim.
Em tempo, o autor do livrinho, Otávio Roth, não chegou a ver seu livro impresso. Não pode comer o seu próprio morango. O galho da árvore onde ele estava dependurado se partiu. Ele caiu no abismo.
Não perca o agora!

Rubem Alves
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:: Arros com feijão ::

Meu conselho é que você examine atentamente os seus olhos. Você tem medo das pessoas que têm mau-olhado, aquelas de cujos olhos flui um poder maléfico que mata tudo o que toca. Já ouvi relatos de avencas e samambais viçosas que secaram no prazo de um dia pelo poder cáustico do olho mau.
Sobre o poder do olho mau das outras pessoas sobre a nossa vida eu nada posso dizer, nem sei se acredito. Mas sei dizer e acredito no poder do NOSSO olho mau sobre as NOSSAS próprias vidas. Aconselho que você cuide dos seus olhos. Cuidado com eles! Têm uma aparência de inocência, parece que nunca são culpados de nada. O fato é que eles são capazes de coisas terríveis. É através deles que o lixo que mora em nós escorre para o mundo e o empesteia.
Traga sempre com você um vidro do colírio antiinveja. Inveja é uma doença ocular, ainda não catalogada pelos olftamologistas. Mas todos já a experimentaram. Ela se caracteriza por uma perturbação no movimento dos olhos. Pelo menos é assim que descreveu Fernando Pessoa, que rogou aos deuses que o livrassem da "inveja, que dá movimento aos olhos".
Explico. Você está ali diante do prato de arroz com feijão, picadinho de carne e tomate, cheirinho de pimenta e amor! O corpo sorri, antegozando o prazer. Aí os seus olhos fazem um movimento lateral, e vêem que os seus vizinhos estão comendo lagosta. Quando os seus olhos voltam para o seu prato, não é mais o feliz prato de infância que eles vêem. E a alegria se vai.
Se lhe faltar o colírio... (continua no outro post)
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:: Ibope ::

Concluí que o ibope de um Blog de Inutilidades Variadas - meu caso assumido - às vezes se parece muito com a audiência dos canais televisivos. A gente trasncreve artigo de deputado, recomenda livros de finanças pessoais, expõe pensamento de Ministro, conta piada, tenta discutir espiritualidade, mas isso não é suficiente para as pessoas te convidarem para tomar um chá da tarde com pastéizinhos de Belém no café mais próximo da cidade.
Mas aí, quando a gente se permite chorar as pitangas com "O Além" - refiro-me a um além que assume a forma linguística de sujeito mesmo. Por isso é que digo "O Além". Mas nem todo mundo compreende que ter um blog, de certa forma, é aguardar uma comunicação com o além, com o silêncio - em uma terça-feira cinzenta, sejam os motivos pertinentes ou não, fúteis ou não, o acelerador de partículas sub-lingual das últimas araras azuis do planeta rapidamente se movimenta e faz a fofoca chegar láááááá aonde o vento faz a curva, aonde o Judas perdeu as botas e o Serafim comeu um pedaço de pudim.
E então, uma pessoa amada, mas que nunca se deu ao trabalho de ler uma vírgula do que escrevo, e que tão pouco imagina o quanto um cantinho inexpressivo aos interesses e sensibilidade de outras pessoas pode ser tão importante para mim, critica a minha exposição e diz que uma pessoa que tem um blog é alguém que tem pena de si mesmo.
Para encurtar a história I: você não deveria falar dos seus problemas no blog.
Para encurtar a história II: fofoca é soda!
O que machuca não é a observação em si. É apenas a falta de cuidado com as palavras.
Mesmo não sendo o caso de justificativas, faço questão de dizer, de alma leve, que a minha pretensão neste blog não vai além do que EU SOU. E, SÓ PARA CONSTAR, HÁ MUITOS "EUS" DENTRO DE MIM.
Está escrito bem ao lado deste blog, você já reparou? Inconstante demais para uma definição pois eu me permito mudar!
Ps. Não sei se notaram, mas aquela história e comunicação com "O Além" teve um quê de Elba Ramalho, um lance meio Augusto César, meio LOST não teve? Rs!
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  Segunda-feira, Setembro 22, 2008

:: Responsabilidade Histórica ::

Aldo rebelo, num acesso de bom senso, sobre o conflito que se desenrola na Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima:
"Não nos cansamos de repetir que ali ocorre um conflito no seio do povo, daí ser necessário superar o jacobinismo das partes e buscar uma solução de consenso que atenda aos interesses de todos os envolvidos. Este é o desafio levado ao Supremo. Se o tribunal tem na pauta uma causa histórica, pela História deve ser iluminado.
Depois do erro do Executivo na homologação da reserva, está nas mãos do Judiciário o condão de evitar que a Raposa Serra do Sol simbolize uma negação da formação social do Brasil e do caldeirão étnico em que foi forjado o povo brasileiro. A essência do conflito de Roraima não oscila entre o mito do bom selvagem e “seis arrozeiros”, os quais, diga-se, não se limitam a meia dúzia de empreendedores, mas representam a expansão da sociedade nacional e a vivificação da faixa de fronteira, e têm o apoio de uma parte dos índios e de não-índios pés-rapados - e também do Exército Brasileiro.
No Supremo, o partido da demarcação contínua-extrusão foi abraçado pelo relator Carlos Ayres Britto, o único a votar antes que o julgamento fosse interrompido por um pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. O voto do ministro Carlos Britto sinaliza que todo o nosso processo civilizatório não passou de um grande equívoco.
A decidir o Supremo pela demarcação contínua-extrusão, e tivesse a decisão o poder de voltar no tempo, estaríamos condenados a ser uma civilização de caranguejos, voltada para o litoral e de costas para o Brasil profundo das terras interiores, como advertira frei Vicente do Salvador no século 17. Casamentos que deram origem às primeiras famílias genuinamente brasileiras, como a dos portugueses João Ramalho, Diogo Álvares e Jerônimo de Albuquerque com as índias Bartira, Paraguaçu e Maria Arcoverde, figurariam na categoria de anomalia antropológica. Aliás, vale lembrar que o primeiro cardeal de nossa Igreja, o brasileiríssimo cardeal Arcoverde, descendia de uma remota avó índia, tão índia como as que hoje resistem em Roraima.
Por influência de ONGs, já há tuxauas em Roraima com rompantes de eugenia, defendendo a proibição de casamentos interétnicos. A filosofia de Rondon, baseada em Bonifácio, exaltada por Gilberto Freyre e seguida por Darcy Ribeiro, era “favorecer por todos os meios os matrimônios entre índios e brancos e mulatos”.
A justa e necessária proteção do índio não precisa ter como efeito mecânico o desamparo dos não-índios. A maioria destes é de caboclos e mulatos arribados em Roraima no fluxo clássico de ocupação do território - levando no corpo sangue de índios, negros e brancos, como mostram as pesquisas do cientista mineiro Sérgio Danilo Pena.
Para uma solução de bom senso o primeiro ponto a considerar é o de que, em nenhuma hipótese, por nenhum motivo, se negue terra aos índios. Que ecoe longe a voz da advogada uapixana Joênia.
Até as pedras sabem, no entanto, que as cinco tribos da Raposa Serra do Sol não ocupam uma faixa contínua de 1,7 milhão de hectares. Ademais, não formam os indígenas, nem deles tanto se cobra, uma sentinela geopolítica da extensa zona de fronteira em que se espalha a reserva. Ao contrário, como no disparate da pureza étnica, há quem lhes incuta idéias distintivas de nação, povo, soberania, autodeterminação. Foi seduzindo tribos e fincando sua bandeira que, no século passado, o Império Britânico abocanhou 19 mil quilômetros quadrados do território do atual Estado de Roraima.
Além do retrovisor da História, o julgamento atrai fatores estratégicos projetados para o futuro. O aparelho de Estado, de que o Supremo faz parte, não pode elidir seu papel de “organismo geográfico”. O clássico vazio populacional, a fronteira politicamente inerte condensam uma vulnerabilidade territorial perigosa na Raposa Serra do Sol.
As tensões do mundo mostram que as circunstâncias mudaram para ficar semelhantes. A idéia de que o mapa-múndi está pronto e acabado é tão duvidosa hoje quanto na época do Tratado de Tordesilhas. Disso são indicadores episódios contemporâneos de secessão, como os de Kosovo e da Ossétia. Fomentados por interesses ultranacionais, demonstram que a velha partilha do globo, articulada à disputa por áreas de influência, segue seu curso com outros nomes e o mesmo rumo."
Bom senso é fundamental. O problema é que senso bom, no país dos PETRALHAS, é senso comum. Senso que mede a demagogia ralé, chulé, que reina entre os nossos agentes políticos.
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  Quinta-feira, Setembro 18, 2008

:: Ética dos negócios ::

Ladrão encontra criança dormindo em carro e chama polícia
17/09/2008 - 12h06
Depois de furtar um carro na madrugada desta quarta-feira (17), em Passo Fundo (RS), um ladrão percebeu que uma criança dormia no banco traseiro e ligou para a Brigada Militar. Ele avisou os policiais que abandonaria o veículo e indicou o local. Quando o carro foi encontrado, o menino de 5 anos ainda estava dormindo.Segundo a polícia, a mãe e o padrasto da criança estavam em um bar. O ladrão não foi encontrado.

Transcrição do áudio da conversa entre o ladrão e a polícia:
Ladrão: Seguinte, ó: eu vou ser bem sincero contigo. Eu roubei um carro ali, tá, agora. E eu peguei o carro e tinha uma criança dentro, cara. E eu não vi, entendeu, não vi. Então o que que eu fiz, eu peguei o carro e botei o carro atrás do Enave, tá. Então tu manda uma viatura lá e manda o pai dele pegar ele e levar pra casa. Um piazinho, tá.
Polícia: Tá ok.
Ladrão: É um monza. Tem um piazinho dormindo no banco de trás, tá. E diz pro pai dele que se dá não ir mais naquele lugar, porque da próxima vez que eu pegar aquele auto e tiver o piá lá, eu vou matar ele.

O mais impressionante nessa história é a determinação do gatuno que ficou de voltar ao lugar para pegar o monzão... Só rindo mesmo!
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  Terça-feira, Setembro 16, 2008

:: Panela de teflon ::

Perdi uma noite de sono após um amigo ter feito uma consideração sobre a minha pessoa dias desses. Disse ele:
- Engraçado, Táta... Sempre achei que você fosse uma espécie de panela de teflon em se tratando de relacionamentos afetivos.
E tem gente perdendo o sono por conta da queda no preço das ações da VALE...
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:: Flores ::

Para não dizer que não falei das flores, vamos ao meu estado de sáude. Já que resolvi compartilhar algumas das minhas dificuldades com vocês, nada mais justo (embora, reconheça que há coisas muito mais interessantes no mundo para se falar) que lhes pontuar sobre o resultado da minha biópsia.
Pois bem... Os exames descartaram a posisbilidade de LUPUS. Na mediocridade de alguém que quase enlouqueceu ao ver as fotos de pacientes lúpicos na internet, quase desmaiei de emoção quando me deram essa certeza.
Hoje não sei se isso é bom o ruim, pois por mais nefatsa que seja a doença, para ela existe um prtoocolo muito eficaz. Mas enfim, quero acreditar que foi melhor assim.
Por outro lado, os exames revelaram que eu possuo uma espécie de ESCLEROSE. Diferentemente, da esclerose popular que ouvimos falar mais correntemente, a que tenho não é múltipla e sim focal: nos rins. Tem o nome de glomeruloesclerose segmentar e se caracetriza basicamente pelo endurecimento (fibrose) dos glomérulos em decorrência de processos inflamatórios.
Existe um tratamento que pode ser feito com corticóides e agentes citóxicos, mas não é uma aunanimidade.
De qualquer maneira, no iníciod e outubro, voltarei a Sampa para consensar qual é a melhor alternativa.
PANTZ!
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  Terça-feira, Setembro 02, 2008

:: Mais um ano ::

E amanhã... 27 anos . Com a proximidade dos 30, aquela música "meus vinte e poucos anos" começa a fazer sentido na minha vida.
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  Segunda-feira, Setembro 01, 2008

:: Iluminado ::

Como católico, o senhor não entra em conflito por suas convicções a respeito desses temas?
- Nenhum. Não potencializo a religião a ponto de colocar em segundo plano a razão. Tenho consciência de que exerço a missão sublime de julgar conflitos que envolvem meus semelhantes. por isso, sei que devo atuar com absoluta espontaneidade. Só acredito no estado julgador se aquele que o corporifica atua com sua própria consciência, sem se deixar intimidar. Sou acima de tudo um interlocutor da sociedade. Nós não podemos nos render à apatia, que é o mal do nosso século. A justiça tem o dever de agir sempre que for provocada.
Marco Aurélio Mello, Ministro do STF, em entrevista à VEJA sobre a polêmica acerca da aprovação de aborto de fetos anecéfalos e outros temas relacionados ao direito à vida dada no seu gabinete, decorado com três estatuetas de Nossa Senhora, uma escultura da Sagrada Família e um cruxifio sobre a mesa.
AINDA HÁ ESPERANÇA.
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