Quarta-feira, Agosto 27, 2008

:: Receita ::

Eu vô insiná e ocês vão anotá.
Lição do dia: Como cagá com duas horas de ginástica.
Primeiro você faz do céu a terra para conseguir tempo e espírito de ir a academia.
Dorme pouco mais do que três horas durante a noite. Acorda com uma crise de endometriose infernal. Vai tomar café na esperança de que serão só alguns momentos dedicados a um singelo copo de suco de laranja e uma tijela de corn flakes, mas, tem que comer escutando a TV - que fica lá na sala - numa altura ensurdecedora porque os seus pais não conseguem se sentar à mesa para tomar café sem escutar o PRI-MEI-RO jornal do dia. Visita cliente em Vila Velha. Volta para Vitória. Atende cliente estressado no telefone. Desentope a bobina de papel do aparelho de fax. Busca a sua avó em Jardim Camburi. Vai à Caixa Econômica com a avó. Se pergunta por que todo aposentado insiste em ir ao banco bem na hora do almoço. Em seguida, mesmo não tendo nada a ver com o contexto, também reflete por que todo aposentado só faz exame de sangue às seis da manhã. Protocola ação no Juizado de Bento Ferreira. Vai à Justiça do Trabalho requerer certidão. Paga a taxa da certidão na Caixa Econômica. Volta para a Justiça do Trabalho e finaliza o requerimento. Vai ao sindicato dos Portuários. Vai ao Banco Real para saber de um cheque que entrou na sua conta e que você não reconhece como dado. Passa na padaria para sua avó comprar o pão da tarde. Leva sua avó de volta a Jardim Camburi. Enfrenta um trânsito danado na Praia de Camburi. E, finalmente, consegue chegar a "cadimia" às 19:00 com a-que-le cheirinho peculiar de quem esperou umas 3 horas na fila do PIS/PASEP.
Na academia, você manda a ver! Faz 45 minutos de transport. Corre outros 45 minutos na esteira (ééééé). Faz 200 abdominais. Enfrenta a sessão de alongamento final com a maior classe do mundo, fingindo que a fuafa do PIS/PASEP não lhe pertence. E depois..
Bem, depois você abre uma latinha de coca-cola, come metade de um bolo de laranja, bate um pratão de carne assada com batata, belisca um brownie de chocolate com nozes, quase morre de azia e, le gran finale, para dar cabo na azia, Tssssssssssss!!!! Abre outra latinha de coca-cola.
Aí é só chorar por que está se achando a planária gorda e zarolha esquecida em algum lugar do pacífico próximo a ilha de Lost.
Pantz!
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:: Sorte ::

Sorte de hoje: Você viajará para muito longe.

Quem sabe pro além?
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  Quinta-feira, Agosto 21, 2008

:: Fashion ::

Hoje a tarde no salão, de butuca, na conversa dos outros:
- Então Márcia, vai passar o que hoje?
- Ah, Marly... Eu tava querendo algo tipo "lagosta cozida" sabe?
- Eu não. Pobre que é pobre só conhece cor de sururu.. e Olhe lá, fofa!
Para as fashionistas de plantão anotem aí: esmalte cor-de-lagosta-cozida é o que há em Côte D´azur!
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  Terça-feira, Agosto 19, 2008

:: ! ::

I got NO Lupus.
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  Quarta-feira, Agosto 13, 2008

:: Jogo Olímpicos Undergraund::

E na cena olímpica undergraund da política brasileira, mais um capítulo vergonhoso digno de medalha, desta vez com o Sr. Daniel Dantas.
Para quem estava confiante que o banqueiro ia ficar caladinho na CPI da Arapongagem, e, de repente se surpreende com um esboço de uma revelação sobre um quase (quaaaase por que de bobo ele não tem nada) esquema envolvendo o Citibank , os Fundos de Pensões, e a compra da Brasil Telecom pela Telemar foi uma surpresa. Uizziiii!
O que deve ter de Presidente da República e filho de Presidente da República preocupado com isso não deve ser coisa para amadores. Mas enfim, nada que um remédiozinho genérico para aliviar a gastrite nervosa dos primeiros momentos não seja o fuciciente. Pois o final dessa história nós já sabemos, não é mesmo? Como comumente se diz por lá (e não por cá): abafar o caso. Again.
Até mesmo a olimpíada undergraund da política capixaba teve seu momento digno de nota com a batalha Luiz Paulo X Ricardo Ferraço.
Tá certo que o Prefeito-e-Jardineiro João Coser aumentou em 30% o número de cargos comissionados da Prefeitura de Vitória, "cagou" o trânsito da cidade com suas obras simultâneas na Orla de Camburi e na Av. Fernando Ferrari, faz e desfaz rotatórias por força de hábito, asfalta e reasfalta a mesma rua dezenas de vezes (eu mesma, quase já fui asfaltada nas imediações do salão do Ricardo ali na Joaquim Lírio, lembram?), chamou o Zeca Pagodinho para inaugurar a Praça do Papa e também das milhionárias e inesxplicáveis licitações de terraplanagem etc. e tal, mas o tal "Bonapartismo Partidário" de Luiz Paulo Vellozo não tem cabimento. É mesmo o fim.
Ainda bem que Ricardo-Theodoriquinho-Ferraço tratou logo de lhe mostrar a posição em que Napoleão perdeu a guerra...
Mas nada foi tão constrangedor do que as explicações do Comitê Olímpico de Pequim sobre a fantástica cerimônia de abertura dos jogos, com direito a menininha da voz macia preterida pela outra meninha, que com suas maria chiquiinhas graciosas, foi escolhida como a mais bonitinha para dublar a voz da outra. (Explicações?). Ah sim, sem contar os fogos de artifício gravados dias antes e transmitidos para os abestalhados aqui comos e fossem live.
É por isso que digo, Oh Zeus...
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  Segunda-feira, Agosto 11, 2008

:: Espírito Olímpico ::

Lamento profundamente não ter espírito olímpico suficiente para aguentar um zilhão de reprises de provas esportivas ao longo do dia. Oh, Zeus.....
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  Domingo, Agosto 10, 2008

:: Tempos Interessantes II ::

"E ela (minha mãe) me disse firmemente: ´Nunca faça ou dê a impressão de fazer algo que possa sugerir que você se envergonha de ser judeu´.
Desde então procurei seguir este ensinamento, embora o custo de fazê-lo seja às vezes intolerável, à luz do comportamento de Israel.
O princípio da minha mãe era suficiente para que eu me abstivesse, com certo arrependimento, de declarar-me sem religião, como se podia fazer na Áustria aos 13 anos.
Por causa dele fiquei com o peso de um sobrenome impronunciável que parece estar pedindo para ser convenientemente convertido em Hobson ou em Osborn. Bastou também para definir meu judaísmo desde então e libertou-me para viver como um "judeu que se autodetesta".
Não tenho obrigaçõese emocionais quanto à prática de uma religião ancestral e muito menos quanto ao pequeno, militarista, culturalmente decepcionado e politicamente agressivo Estado-Nação que solicita minha solidariedade por motivos raciais.
Nem sequer preciso me ajustar a postura mais em voga da virada do novo século, a de "vítima", o judeu que exige da consciência universal que o considere vítima de perseguição.
O certo e o errado, a justiça e a injustiça não têm distintivos nem bandeiras nacionais.
E como historiador observo que, se existir justificação para a reinvidicação que constitui a tribo que nasci, de que são o povo ´eleito´, ou especial, tal justificação não repousa no que se fez dentro dos guetos, auto-escolhidos ou impostos por outrem, no passado, no presente ou no futuro.
Repousa, isso sim, em sua desproporcional contribuição, especialmente durante os cerca de dois séculos em que os judeus puderam deixar os guetos e desejaram fazê-lo.
Somos um peuple en diaspora. Certamente assim permaneceremos. E se fizermos o exercício mental de supor que o senho de Herzl se tornou realidade e todos os judeus acabaram chegando a um pequeno Estado territorial independente que impede a cidadania completa a todos que não sejam filhos de mãe judias, isso seria um momento infeliz para o resto da humanidade - e para os próprios judeus."

Ps. Acho dispensável qualquer defesa no sentido de que NÃO, NÃO, NÃO tenho nenhum tipo de simpatia por movimentos anti-semitas, mas mesmo assim, não custa nada recordar que minha fé repousa em Deus e sua lição de amor, nada além.
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:: Tempos Interessantes ::

Para alguém que passou pela UFES (ainda que brevemente, como eu), seja pelos cursos de Economia ou História, o britânico Eric Hobsbawn, constitui leitura obrigatória para o entendimento sobre diversos aspectos que envolvem a interpretação do século XIX sob a perspectiva marxista histórica, tais como as revoluções burguesas, o processo de industrialização, as diferentes manifestações de resistência, luta e revolta da classe trabalhadora etc.
Sobre o marxismo histórico em si - e antes mesmo que algum apressado trate logo de apontar a burguesinha que vos escreve como uma camarada-vermelha-rebelde-sem-causa - é bom que se diga: o materialismo histórico, que em breves linhas institui uma abordagem economicista para o entendimento da história na qual a luta de classes sociais é que determina o rumo daquela, tem sim o meu respeito. Como, aliás, todas as outras teorias com as quais eu não concordo plenamente também têm.
Aprendi que não é necessário muito esforço para que isso seja possível. Espaços de diálogos que permitam às pessoas colocarem de maneira inteligente e sem apelos demagógicos baratos suas posições são sempre bem vindos e fundamentais para uma sociedade da qual desejo fazer parte.
Entretanto, com o devido respeito a que mencionei acima (e que, definitivamente, não é uma impressão de marketing pessoal) devo dizer que o marxismo histórico nunca foi a minha opção para a a compreensão da história.
Tenho para mim que a ênfase econômica dos estudos realizados pelos historiadores marxistas não abarca todos os aspectos da vida das sociedades ao longo da história.
Ao contrário, aspectos também importantes da vida cotidiana das sociedades na história não estão dentro do foco marxista: cultura, tradição, geografia, segmentações sociais que vão além da divisão clássica entre operários X capitalistas, e, principalmente, a capacidade individual do ser humano de RESISTIR e ROMPER (seja através de revoluções ou opções pessoais) sugerem, pelo menos para mim, uma perscpectiva muito mais ampla a respeito da história. Com o perdão do simplismo que aqui me ponho a resumir, essa perspectiva se aproxima muito mais de outra corrente histórica defendida pela Escola dos Anales. Mas enfim, é apenas uma opção pessoal.
(Ahhhh, como eu queria ser como a RINA ou o RICARDO BIGGOU´S e saber colocar aqueles links no meio dos meus posts!!)
Mas enfim, voltando ao grande historiador que me fez escrever este post.
Como dito, Hobsbawn dedicou-se à interpretação do século XIX.
Sobre esse período, publicou estudos importantes, como "Era das revoluções" (1789-1848), "A Era do capital" (1848-1875) e "A Era dos Impérios "(1875-1914). Mas foi com "A Era dos Extremos", lançado em 1994, e uma das obras mais lidas e indicadas sobre a história recente da humanidade que seu prestígio alcançou status global. Nela, Hobsbawn analisa os principais fatos desde o fim da Primeira Guerra Mundial, da Revolução Russa até o fim dos regimes socialistas da ex-URSS e dos países do leste europeu.
Dos livros aqui citados confesso - envergonhada - que somente li a Era dos Extremos e que desde já recomendo aos que lêem este post.
Curiosamente, em meio a tanta bobagem que ando lendo, encontrei um Hobsbawm velhinho e de imensos óculos com armações pretas estampado na capa de um livro na Saraiva: trata-se de seu mais recente livro, "Tempos Interessantes", publicado em 2002, onde discorre novamente sobre o século XX porém com uma maestria que só mesmo "cabeçudos" como ele poderiam fazer: inter-relaciona os fatos históricos com a trajetória da sua vida pessoal! Uma espécie de auto-biografia.
Por mais que os "Tempos Interessantes" de Hobsbawn possam não aprecer tão interessantes aos Docinhos que por aqui ainda vagam e também tão estranho ao conteúdo nada produtivo da maioria das coisas que escrevo, lamento informar que pelo menos enquanto o encantamento dessa leitura reinar alguns posts inevitavelmente farão referência a esta obra.
Assim, obrigada pela paciência!
(Apesar do que, duvide-o-dó que alguém conseguirá ler este post até o final sem se entendiar pelo caminho, Rs!)

Ps. Aos Camaradas Vermelhos, que por ventura leiam este post, peço que não me entendam mal, pois sem bem que o marxismo, em sua essência, não é econoicista. Refiro-me aqui apenas abordagem materialista da qual Hobsbaws é um expoente inegável.

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  Sábado, Agosto 09, 2008

:: Sabedoria Blogueira ::

"Sobre felicidade entendo ´lhufas´, tenho sido feliz mais por descuido do que por intenção. Aliás, só a intenção de ser feliz já é preocupante, pois significa que você não é, pois se fosse não teria a intenção de ser, entendeu?!?"

Santa sabedoria blogueira, Batman!
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:: Felicidade ::

Certa vez participei de um grupo espírita cujos mediadores colocaram em cheque a existência da felicidade. Era, na verdade, uma alusão à passagem bíblica segundo a qual "a felicidade não é deste mundo", e todas aquelas colocações espíritas de que vivemos em um mundo de provas e expiações etc., e tal.
Lembro bem da minha revolta: "Não Senhora! Eu sou feliz sim! E acredito que existam pessoas felizes também." A revolta era muito mais por conta do tom depressivo e fatalista que a discussão estava tomando do que uma reflexão pessoal sobre a real dimensão da felicidade.
O convite à reflexão veio em meio a uma fase difícil (eureka!) que estou vivendo e que me faz concluir como a felicidade e a ilusão andam, muitas vezes, juntas. É isso, felicidade é uma grande ilusão.
Não que isso seja ruim, pois a ilusão, essa medida que encontra morada no plano das coisas que não existem, em muito nos socorre ao longo da vida.
Que assim seja então.
E que meus gritos de socorro sejam ouvidos nos confins desse mundo que não existe!
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  Quinta-feira, Agosto 07, 2008

:: Fofoca ::

Não existe coisa pior nesse mundo que homem fofoqueiro.
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  Quarta-feira, Agosto 06, 2008

:: Limites ::

Depois de uma ida frustrada a São Gabriel do Fim do Mundo para uma audiência que Vossa Excelência fez o favor non grato de cancelar sem intimar os babacas dos advogados, ganhei um hematoma de 3,9 X 2,5 cm nos rins e uma leve hemorragia.
Quando será que vou aprender a respeitar os limites do meu corpo?
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:: Humor ::


Só rindo mesmo.

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  Terça-feira, Agosto 05, 2008

:: Hello ::


Este é o Obax, a.k.a Brutus, para os íntimos. A mais nova invenção de moda do meu irmão. Feeeeeeio feito O cão. Só espero que meu irmão tenha sensibilidade para entender que um animal precisa de muito mais do que a empolgação dos primeiros dias.

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  Domingo, Agosto 03, 2008

:: Eu & Alê; Alê & Eu ::

Saí do hospital e fui direto visitar minha amiga guerreira Alê. Conheci o "cafofo" dela, andamos um pouco pelas ruas do Itaim - na velocidade da movimentação dos continentes por causa das minhas limitações, mas andamos. E comemoramos nosso reecontro com muito sorvete!
Ela, como sempre, pediu aqueles sabores leitosos que eu passo longe: doce de leite, tiramissu, macadâmia e chocolate, enquanto eu fiquei com meu preferido: sorbet de raspeberry com merengue!




Por que Vitória não tem um Häagen Dazs? Hunft!

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:: Oh, my kidneys! ::


Era para ser apenas mais uma daquelas idas a São Paulo, com agenda lotada de consultas médicas - reumatologista, pela manhã; nefrologista no início da tarde e medicina chinesa no finalzinho da tarde - mas não foi.
Tinha feito alguns planos para aproveitar a cidade como bater perna na Oscar Freire, alguns cds na Banana Records, jantar na Trattotia da Famiglia Mancini, e uma visita a minha amiga Alê. Tudo muito despretensioso.
E honestamente, não tinha maiores expectativas quanto a possíveis diagnósticos sobre o que estaria causando a minha insuficiência renal. Estava um pouco desacreditada, ou mesmo conformada com o fato de que nem tudo tem que ter uma resposta na vida.
Mas as coisas tomaram um rumo inusitado quando a Dra. Barbie, logo pela manhã, ao me examinar no seu consultório de Barbie, achou muito estranho a minha reação diante de um lindo dia de sol. (Não adianta eu detalhar o que me aconteceu naquele consultório pois ninguém entenderia mesmo...).
Sem maiores delongas, recebi uma proposta da Dra:
- Taiza, e se eu te internasse no Albert Einstein por três dias e, com o acompanhamento de um amigo nefrologista, te "dissecasse" lá?
- Mas... Quando, Dra? Perguntei ainda surpresa.
- Daqui a 20 minutos, ou 30 dependendo do trânsito, claro!
Após uma explanação bem direta sobre o$ procedimento$ (nós non ser turco nem libanês, nós ser membro da comunidade israelita judaica, Salim Mushiba!) que seriam realizados, aceitamos a proposta.
Como nem mesmo o Albert Einsten está imune à crise de saúde em que vivemos, não havia leito vago para internação e a minha entrada teve que se dar via pronto socorro (a Dra. insistiu na entrada naquele dia pois pelo menos os exames de sangue e de DNA poderiam ser adiantados).
Felizmente, algumas horas depois já estava em um quarto, cumprindo o preparatório para a biópsia renal. Pois é, pois é... Demorou, mais saiu. Não tenho a garantia de que a biópsia revelerá a causa da IR. Existe 50% de chance dela revelar uma doença aguda, isto é, uma doença conhecida (por pior que seja, tal qual o Lupus Renal) e com protocolo de tratamento determinado, ou, uma doença crônica, sem causa e sem protocolo determinado, contra a qual me restaria cumprir um tratamento conservador a fim de causar menos danos aos rins.
Não foi uma biópsia qualquer, tive que tomar anestesia peridural e ficar imóvel por 24 horas para evitar o risco de hemorragia interna. Essa parte, aliás, me causou um mau humor do cão que somente teve fim às 6:30 da manhã do dia seguinte, quando a Dra. Barbie, agora uma Libélula Azul, adentrou no quarto com a sua voz estridente - mas inacreditavelmente adorável:
- Bommm diaaaaaaaaaaaa, flor do dia! Vamos acordar e ir direto para o ultra-som... Ânimo!!!!!
Quem resiste a tanta animação às 7 horas da manhã?
Me senti uma pessoa de sorte por ter, finalmente, encontrado médicos tão bons, tão responsáveis. Fiquei mais um dia no Hospital fazendo exames complementares, mas já no sábado fui liberada. Claro que ainda não tenho o resultado conclusivo, mas estou aliviada e de esperanças renovadas. Nova ida a São Paulo programada para o dia 11/08, e se Deus quiser com boas novas.

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