Sexta-feira, Abril 27, 2007

:: Conclusao do dia ::

Amar e simples. O resto todo e que e complicado demais...
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  Segunda-feira, Abril 23, 2007

:: Fim de noite ::

Nada como uma batatada recheada com grosseria gratuita para acabar com a sua noite.
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:: Bem lembrado ::

Ah sim, antes que eu me esqueça, ontem foi dia de celebrar (na verdade, todos os dias o são!) que amor maior e mais verdadeiro - cheio das peripécias e provas - eu não poderia viver. Com direito a bolo, velas e pagação de mico no restaurante: já são nove meses!
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:: Pó de arroz ::

Eu queria saber a marca do pó-de-arroz que o "fotógrafo" que tirou essa foto passou nas nossas caras para eu nunca na minha vida comprá-lo. Para que melhorar o que já é complicado criatura de Deus?!

Foto tirada no show do Arleno Farias, um cabra macho, tocador de violão, discípulo de Zé Ramalho e de Michael Moore (isso mesmo!) que canta uns "forrozim" bom pra ouvir.
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  Sexta-feira, Abril 20, 2007

:: Agostinho Carrara Way Of Life ::

Foi hilaria demais a cena do espisodio de A Grande Familia de ontem, em que o Agostinho contava a Bebel que a sindrome do panico, na verdade, era uma invencaoda burguesia para fazer a classe media gastar dinheiro, e que o problema dele nao era psiquico e sim espiritual (encosto). E por essas e outras que Agostinho Carrara Way of Life continua imbativel as quintas-feiras!
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  Quarta-feira, Abril 18, 2007

:: Delirios da gula ::

Nao e de hoje que a comida provoca confusoes em minha vida - seja na falta ou em excesso. Quando pequena, a mania de comer pao frances com manteiga e acucar tirava o sono da minha avo:
- Menina, voce vai acabar virando diabetica!
- Diabo o que vo? Essa era a unica relacao que eu poderia imaginar entre consumo de acucar e o tal do diabetes aos 5 anos de idade: "so pode ser coisa do encardido".
Talvez a mais fantastica de todas as historias relacionadas aos meus disturbios alimentares tenha oorrido ha mais ou menos uns sete anos quando, apos ficar dois dias inteiros a base de cenoura ralada, uva-passa e suco de limao, comecei a ter delirios com o que eu denominei de "a revolta do manguezal". Sonhei que, por conta de um desequilibrio ecologico qualquer, o mangue da UFES comecava se alastrar pela cidade, igualzinho naquele filme " A coisa". E junto com o mangue, vinha o exercito de carangueijos gigantes, geneticamente modificados, que tomavam as ruas da cidade, aterrorizando as pessoas. Contaram-me que eu levantava da cama, e falava: temos que avisar o Bruno que o carro dele ja foi engolido pelo mangue! A crise so teve fim, quando o ser iluminado que me acompanhava a epoca, juntamente com um grande amigo (o mesmo que teve o carro engolido pela "coisa" e que hoje, carinhosa e popularmente atende pela alcunha de Texugo) prepararam um miojo para mim.
Acontece que, semana passada danei a ter outro delirio do tipo, mas dessa vez porque me excedi na comida. Depois de me esbaldar em chocolates fui dormir e tive o seguinte pesadelo: sonhei que o meu filho queria ter um pinguim de estimacao. Eu lhe expliquei que aquilo nao era possivel, por se tratar de um animal selvagem, que vivia no gelo etc. e tal, mas o menino nao desistiu da ideia, e ante a minha recusa em atendero pedido, comecou a adoecer. Triste e muito doente, o moleque so sabia falar do tao pinguim. "Mamae, eu quero um pingulino.... Eu quero mamae". Nao me perguntem como, mas o fato e que eu consegui um pinguim. Construi uma mini camara fria na minha casa para abrigar o bicho, e acabei sendo denunciada por um vizinho ao IBAMA. Ai ja viu ne? Crime inafiancavel, bafafa danado, quando de repente.... eu acordei! Toda suada e com a cabeca rodando. Conteia historia ao meu namorado, minha cunhada e umas amigas que, obviamente, nao entenderam nada. Como assim, um pinguim? Ate se fosse uma cobra seria mais facil, agora um pinguim...
Regular a alimentacao, definitivamente, no meu caso, e uma questao de manter a saude mental. Ai de mim...
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:: Karma ::

Foi so eu decidir correr na praia que o tempo virou.
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  Quinta-feira, Abril 12, 2007

:: Irmaos ::

Olhando assim, nem parece que temos como lema aquela lei da fisica segundo a qual "dois corpos nao podem ocupar o mesmo lugar no tempo e no espaco" tamanha as nossas diferencas.



Ah como eu queria terum ueixo quadrado como o dele...
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  Quarta-feira, Abril 11, 2007

:: Brasil ::

Ainda sobre a tragedia do post anterior, mais um fato revoltante desse nosos Brasil acomodado: o corpo de bombeiros e a pericia legal demorou INACREDITAVEIS SETE HORAS para se dirigir ao local do acidente porque nao tinham dinheiro para colocar combustivel nos carros. E so apareceram no lugar apos uma pessoa da empresa ter abastecido os carros para eles. A falta de respeito e de compromisso do poder publico com os cidadaos parece nao ter limites neste pais.
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  Quarta-feira, Abril 04, 2007

:: Noticia ruim. Como dar? ::

Ainda nao vivi a dor da perda de alguem proximo. Ha poucos meses perdi minha pequenina bisavó, e, há alguns anos, uma tia bem estimada faleceu - acreditem: de dor de amor! Mas nada possivel de se comparar a dor de perder um pai, uma mae, irmão ou avós. Inclusive, já avisei a Dona Neu (minha avó e paixao maior) que ela vai ter que ficar para semente, ou entao, virar highlander, por que morrer de morte morrida assim, facilmente, ela nao vai nao!
O ironico é que, desde pequena, sempre tive pesadelos e "acordadelos" com desastres envolvendo essas pessoas próximas (mas isso e historia para outro post).
Enfim, o fato e que ha exatamente uma semana fomos surpreendidos com a noticia da morte tragica de uma pessoa do trabalho do meu pai, e, devido a circunstancia dessa pessoa viver em Porto Seguro-BA e sua familia (esposa e tres filhos) em Salvador-BA nos vimos numa situacao delicada: contar a familia sobre a morte do pai por telefone.
Aconselhados por uma psicologa e por uma assistente social, tentamos, de todas as formas, dar-lhes a noticia de outras maneiras. Procuramos, primeiramente, algum parente do falecido,a fim de que ele pudesse "preparar" o terreno, e so entao pudessemos ligar para contar a familia maiores detalhes sobre o acidente e prestar nossos sentimentos. Depois tentamos a via de algum amigo proximo, mas tambem restou infrutifera. Ate que conseguimos fazer contato com uma vizinha que, no entanto, nao revelou ter condicoes para dar a noticia e pediu que nos mesmos tratassemos disso.
O receio de que a familia se sentisse "enganada" pela empresa dado que ja havia se passado quase seis horas da morte da pessoa obrigou-nos a enfrentar a situacao, e, a "escolhida" para dar a noticia - nao a toa - foi minha mae. Com toda sua firmeza e sensibilidade contou primeiro ao filho mais velho do casal. Num primeiro momento ele aceitou o fato com serenidade e disse que contaria a mae sobre o acontecido, pedindo a minha mae que voltasse a ligar dentro de 20 minutos. Qual foi a surpresa quando, menos de 10 minutos depois, ele (o filho mais velho) tornou a ligar, e em tom agressivo comecou a duvidar de minha mae, achando se tratar de um golpe e fez um questionario sobre o pai dele: nome completo, nome dos filhos, local de nascimento, aonde ele trabalhava antes etc. Ao ver que nao se tratava de um trote, ele desabou em choro e passou o telefone para a mae, ai quem desabou em choro foi minha mae. De mulher para mulher (esposa e mae) ela sentiu a dor da viuva. Ela sabia que nada do que pudesse ser falado amenizaria tanto sofrimento, mas, mesmo assim procurou confortar a viuva e expressar a postura da empresa que, naquele momento de dor, faria de tudo para ajuda-los e poupa-los dos problemas burocraticos que acompanham uma morte tragica. Foi uma noite dificil, e de muita reflexao aqui em casa. Enquanto o Alemao comemorava o seu hum milhao, recebemos, as duas da manha, uma nova ligacao do filho: "Mas voce tem certeza de que se trata do meu pai?" De cortar o coracao.
Por mais pragmatica e sincera que a pessoa deva ser, ainda esta para ser escrito o manual para dar uma noticia dessa sem que isso nos afete enquando seres humanos.
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