Quarta-feira, Novembro 29, 2006

:: Deus ::


Que os olhos e os cuidados de Deus possam estar voltados para essa senhora na noite de hoje.
|

  Terça-feira, Novembro 28, 2006

:: Saravá ::

Imaginem o tamanho da cara de uma pessoa que espirrou sem parar durante 66 quilômetros. Pois então, foi o que encontrei quando me olhei no espelho do banheiro agora a pouco. Uma mistura de beringela madura e lua cheia (com direitoao dragão de São Jorge "cuspindo" fogo pelas minhas narinas). O nome disso? Rinite. Affe credo.
|

:: Nostalgia ::



Uma pena que a qualidade do vídeo não esteja tão boa, mas ainda assim adorei rever esses pikorruchos tomando Leite Parmalat outra vez. Parece que estou vendo novamente a cena em que todos os bichinhos foram ao Programa Livre, aonde roubaram a cena e fizeram a farra com a platéia. Um mais fofo que o outro! Eu queeeeeeeero!
|

  Segunda-feira, Novembro 27, 2006

:: Morto bom e morto ruim ::

Hoje de manhã, durante uma conversa com Larissa em que falávamos sobre pessoas que passaram por nossas vidas, lembrei-me de uma crônica de Rubem Alves na qual ele fala sobre os mortos.
Segundo a crônica, os mortos se dividem em mortos bons e mortos ruins, sendo que a bondade dos mortos nada tem a ver com as qualidades morais do falecido. Morto bom é morto que fica morto, enterrado, não sai da cova. Mesmo que houvessem sido terríveis enquanto vivos, os mortos são tidos como bons porque permanecem mortos e esquecidos. E morto ruim seria aquele que, uma vez morto e enterrado, se recusa a ficar na cova, e não se conforma com o outro mundo. Ao contrário, quer ele continuar morando com os vivos.
Morto ruim mal enterrado, que volta e continua a pertubar a vida - esse precisa ser exorcizado. Mas morto que não incomoda, esquecido, é morto bom, bem enterrado. Dele aqui fica a saudade, a ternura, cuidado, ou mesmo alguns receios. Mas não há espaço para sentimentos pesados como raiva, amargura ou medo.
No cemitério do meu inconsciente existem mortos bons, mas também uma dúzia e meia de almas penadas que insistem em vagar pelos meus pensamentos ou esbarrar comigo pelas esquinas e barzinhos da cidade. Eu não saberia listar os motivos concretos pelos quais esses mortos-vivos ainda me incomodam. É algo que vai além da minha compreensão: mas o que fulano me fez mesmo?
Os motivos verdadeiros eu fiz questão de esquecer. Viraram fumaça perdida no tempo. Mas é como se um campo de energia se formasse e me impedisse de dar muita trela aos pensamentos que poderiam me levar de volta aos motivos que originaram a repulsa, e também limitasse o contato físico com essas pessoas.
Nada contra ninguém, mas a distância e o esquecimento continuam sendo uma opção mais saudável. É o que diz Rubem Alves:
O esquecimento, frequentemente, é uma graça. Muito mais difícil que lembrar é esquecer! Fala-se de "boa memória" Não se fala de "bom esquecimento", como se esquecimento fosse apenas memória fraca. Não é não. Esquecimento é perdão, o alisamento do passado, igual ao que as ondas do mar fazem com a areia da praia durante a noite.
|

  Domingo, Novembro 26, 2006

:: Festa dos médicos ::

Fotos tiradas no último sábado, na festa de fim de ano do HOSPITAL MERIDIONAL.

Meu amorrrrr e eu.

Com amigos e anfitriões.

Com cunhada e cunhado.

Casamento é sempre um assunto polêmico para esse quarteto Muito mais do que futebol, política ou religião. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sou a única com anel na mão esquerda... Na foto: eu, Marcela, Andrea e Magna.


Meu olhar estrelado!

|

  Quarta-feira, Novembro 22, 2006

:: Antes do mundo ::

Quando te vi amei-te já muito antes.
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci para ti antes de haver o mundo.


Fernando Pessoa para celebrar mais um mês juntos.

|

:: Fuafa Medieval ::

Recebi um daqueles e-mails de "curiosidades" (para alguns, pura cultura inútil), com algumas passagens sobre a Idade Média. Basicamente são explicações e revelações de hábitos e sandices mórbidas da famosa Idade das Trevas (e das fuafas!). Como uma estudante de história devidamente jubilada pela Universidade Federal, sei que algumas das relações tem lá o seu fundamento, e podem ser conferidas na coleção "História da Vida Privada". Mas também desconfio que outras não passem de devaneios da Internet. Haja criatividade!

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. Os excrementos humanos eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para até 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.
Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns Odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos "maio" como o "mês das noivas" e a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water",ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje é usada para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. As vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante unsdias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.
|

  Domingo, Novembro 19, 2006

:: Animais silvestres ::

O símbolo universal dispensa quaisquer explicações.
|

:: O sono que não vem ::

Será que algum dia eu vou conseguir dormir como as pessoas normais?
|

  Quarta-feira, Novembro 15, 2006

:: Nhá... ::



Era tudo o que eu queria nessa feriado mixuruca no meio da semana, mas que infelizmente não vou poder fazer... Nhá...

|

  Segunda-feira, Novembro 13, 2006

:: A arte imita a vida... Será mesmo? ::

Pode até ser que a arte imite a vida, tal qual a máxima popular sugere. Mas o fato é que eu não consigo me identificar com a "arte" da novela das oito e toda aquela falta de amor que parece orientar tanto egocentrismo entre os personagens.
|

  Quinta-feira, Novembro 09, 2006

:: Mexe com quem tá queto! ::



Amigas e agora também sócias!
|

:: Metade ::

Metade
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
|

  Quarta-feira, Novembro 08, 2006

:: Fantástico mundo ::

Então, no meu "Fantástico Mundo de Bob", vivo a sensação de que isso aqui não é público, ou então que é do conhecimento apenas de um círculo fechado de pessoas amigas. E assim vou escrevendo mais por mim e para mim, do que para os outros. Doce ilusão. É... Saber QUEM visita este blog não foi exatamente uma experiência muito agradável.
|

:: A-há! ::

Oi, tudo bem? Vem sempre aqui?
|

  Segunda-feira, Novembro 06, 2006

:: Sempre bom! ::

Por que gargalhada de criança é sempre um milagre!
|

:: Sutil diferença::

Alexandre diz:
Ja tirou os pontos?
Tata diz:
Sim, tirei.

Alexandre diz:
Morreu? Doeu?
Tata diz:
Não, mas me enchi de Emla (anestésico tópico) e tomei meio compromido de Lexotan para garantir.

Alexandre diz:
TU É MUITO FRESCA!
Tata diz:
Fresca não, SENSÍVEL.

Alexandre diz:
Fionagem... Vou abrir uma entrada na wikipedia com esse novo verbete.


Alguns segundos depois...

FIONAGEM
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fionagem é o ato de ser Fiona, ou seja, de ser fresca. Ou "Sensivel" como a Tatá fala.
Ô rapá: é FIONICE, e não FIONAGEM!
|