Quarta-feira, Maio 31, 2006

:: Confissão ::

Deus, faça com que eu jamais ignore quem um dia me deu amor.
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:: Ver com a alma ::

Com vocês, um pouco de Ângelus Silésus, por Rubem Alves às avessas por mim mesma:

Temos dois olhos. Com um vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem.

Dois olhos, cada um deles tem uma memória diferente. Na memória do primeiro olho, estão guardadas, numa infinidade de arquivos, as informações sobre o mundo de fora, coisas que realmente aconteceram. Mas memórias do segundo olho são diferentes. E isso porque elas moram na alma. E a alma é uma artista. Artistas não aceitam a realidade.

Imagine um ceramista. Trabalha com argila. Argila é coisa sem sentido, sem beleza. Aí ele, artista, toma a argila e com suas mãos lhe dá a forma de beleza que sua fantasia pede. Pois é isso que faz a alma: ela toma as memórias do primeiro olho como se fossem argila e lhes dá a forma que o coração pede.

Diferente das memórias do primeiro olho, que são exteriores a nós, as do segundo olho são partes de nós mesmos. Quando as recordamos, o corpo se altera: ri, chora, brinca, sente saudades, medo, quer voltar. E nem sabemos se foi daquele jeito mesmo ou se o recordado é uma fantasia criada pela alma. Mas para a alma isso não importa. Não é parte de um passado. É sempre presente.
Seja ou não uma ironia, mas é exatamente quando me desfaço dos óculos e esqueço dos fatos que as essências aparecem.
Ps. O único problema é que EU NÃO ESCUTO SEM ÓCULOS!
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:: Felicidade ::

Felicidade é ganhar um cesto com carambolas docinhas, docinhas!
Adoro quando as pessoas se lembram de mim.
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  Terça-feira, Maio 30, 2006

:: Coisas soltas ::

- Deixei o carro batido na oficina, ou seja, estou a pé e completamente quebrada.
- Existe algo de errado com alguém que abre uma lata de palmito no café da manhã? (Sem querer te influenciar, acho bom você não responder a esta pergunta, porque de perto ninguém é normal!)
- Se eu fosse homem eu seria viado.
- Se eu fosse homem, e não fosse viado eu seria o Ney Matogrosso.
- Mas, se eu fosse homem e não fosse viado, e também não fosse o Ney Matogrosso, eu tentaria dar mais valor a uma mulher.
- A verdade é que eu não gostaria de ser homem de jeito algum.
- O dia dos namorados está chegando.. Grandes coisas!
- Estou pensando em entrar para a associação das freiras virgens manetas pernetas caolhas carecas e cricuncisas do Tibet. Desencantei com certas coisas mundanas.
- Recebi o quinto convite para sair e comer comida japonesa em menos de um mês, só pode ser marcação! E o pior, é que hoje só não aceitei porque estou pregada.
- Caramba, Lu! Monobloco + Demonios da Garoa? Eu acho que vou me mudar para BH.
- Tapem os seus ouvidos, mas eu vou aprender a tocar pandeiro e atabaque na marra.
- Eu não sabia o que era inveja até reparar melhor no vocalista do ColdPlay, mas agora sei: que inveja da Gwyneth Paltrow.
- Empresas especializadas em RH são um problema no mundo.
- Obrigada pelo CD, Bruno!
- Trabalhar com o seu pai pode ser a melhor e a pior coisa do mundo
- Agora é pra valer.
- PANTZ!
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  Segunda-feira, Maio 29, 2006

:: A melhor cantada ::

A melhor cantada de todos os tempos:
- Nossa, que mão lisinha! Aposto que nunca lavou uma roupa na vida!


Sinceramente, não esperava ouvir uma coisa assim à essa altura do campeonato.

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  Domingo, Maio 28, 2006

:: Loucura perde ::

Topper da vida... Nike da vida... Adidas da vida!
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:: Topper da vida! ::

Na inocência de uma criança que não sabia o que significava "P" da vida, esse clássico do Dominó era cantado assim: "Topper (o tênis) da vida!"
Com vocês, Topper da vida:
Tô p. da vida! Olhando a gente tão pra baixo. Num baixo astral, num cambalacho. É muito pouco amor à vida. Tô p. da vida! E o mundo em volta da ferida. Em transes loucos, transas nossas. De mãos atadas vistas grossas. É muito pouco amor à vida. Tô p. da vida! Tão pondo fogo no planeta, e quem não tá vira careta. A fina flor do preconceito de cor, de raça, de sujeito. Isso tem jeito . We are the world lá nas paradas e gerações desperdiçadas em tantas lutas sem sentido. Fecha as cortinas do passado. Mundo grilado, dolorido que se conforma.Tô pê da vida! Doces jogadas ensaiadas nas mesas das Nações Unidas azucrinando nossas vidas. Jogos de dados combinados, dados marcados.Tô pê da vida! Mas não me sinto derrotado. Não tem gatilho, nem cruzado que vai me por nocauteado. A esperança é uma música. Canta essa música, nossa música, é nossa música...
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:: Noite Ploc 80' ::

A idéia inicial era reunir os amigos para assistir os tão prestigiados Before the sunrise e Before de sunset.
Deu-se o caso que quem roubou a noite foi um DVD da Festa Ploc 80'. Ícones da saudosa década perdida (perdida para quem?) como Inimigos do Rei, Toni Platão, Avellar Love, e Dr. Silvana fizeram a nossa alegria.
É incrível como todo mundo guarda o mesmo tipo de lembrança e reação daqueles tempos.
Mas o mais interessante foram os momentos de reflexão sobre as letras daquelas músicas que, em sua maioria, a gente só atentava para o refrão. Por exemplo, vocês sabiam que "Tô P. da vida" (Dominó) continha uma crítica tão marcada contra o jogo de interesses que rola nas nações Unidas? E no diálogo profundo travado com a Barata Kafka, alguém já havia reparado? Isso sem falar nas qualidades de Adelaide, a anã paraguaia.
O momento do terror ficou por conta da Rosana (aquela de "como uma Deusa, você me mantém.."), que surgiu assutadora, completamente deformda após tantas plasticas mal sucedidas, tadinha.
Agora, as grandes revelações ficaram por conta da Sussu, assumindo que escutava "Transas" (do Nico Rezende) escondida da mãe, da minha paixão súbida pelo Afonso Nigro (o cara está a cara do Val Kimer!), e a SEN-SA-CI-O-NAL performance do Bruno que ainda hoje sabe as coreografias do Dominó.
Bom demais! Mal posso esperar pelo SARAU.
Aqui vai uma foto da turma e da nossa mesa farta.

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:: Vitoria do terror ::

Estou para escrever sobre dois episódios que marcaram a semana em Vitória, mas confesso que a preguiça para articular um texto está grande – ainda mais depois da NOITE PLOC de ontem. Então vai ser algo bem à vontade, só para não passar em branco mesmo.

Aqui no ES temos dois jornais de grande circulação: A GAZETA e A TRIBUNA. Mesmo ganhando pouco, e não sendo tão valorizados como mereciam, os jornalistas do primeiro desses jornais têm o ego duas vezes mais inflado que o do argentino comum. Adoram dizer que A GAZETA faz um jornalismo sério, comprometido, muito longe do perfil sensacionalista perseguido pela concorrência. Ai do ser – invisível - que trabalha para qualquer outro veículo de comunicação...

Mas manchetes como a da última sexta-feira revelam um Jornalismo tão provinciano que beira a comédia pastelão.

Depois de um boato que espalhou o terror pela Cidade, que dizia, dentre outras pérolas, que o PCC e o CV (como bons hermanos) iam botar para quebrar na cidade, levando o comércio a fechar as lojas mais cedo, os órgãos públicos a encerrar o expediente antes do horário, e o Sr. Secretário de Segurança falar à Rádio CBN para a população ficar calma, mas que fosse direto para suas casas, sem parar para comer a-que-le churrasquino da esquina depois do trabalho, o jornal armou um circo de notícias no outro dia. Foram quase cinco páginas só sobre o assunto, com manchetes em grifos escandalosos e tarjas pretas com um aterrorizante “ALERTA MÁXIMO”, escrito nelas.

Espero sinceramente não receber lições de teoria da comunicação aqui dos amigos jornalistas (que têm o meu respeito) ou simpatizantes da causa “o que é notícia”. Estou falando apenas de responsabilidade e coerência.

A segunda notícia, bem, esta não tem a ver com a imprensa, e sim com o Judiciário que, como uma criança mimada, expediu uma ordem às operadoras de telefonia celular para que bloqueassem o sinal dos aparelhos nas redondezas do presídio.

Muito simples, né? É mais fácil exigir que uma empresa privada suspenda os seus serviços sob a desculpa de que as mulheres dos presos estavam entrando com celulares dentro das suas genitálias, do que admitir a ineficiência do Estado em controlar a festa dos celulares nos estabelecimentos prisionais. O fato de um carcereiro ganhar R$ 450 por mês, e do desvio dass verbas públicas destinadas à segurança não muda nada, não é mesmo?

Agora, por causa de um bando de perereca azeda, eu e você estamos sem sinal de celular em alguns pontos da cidade. Maravilha.
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  Quarta-feira, Maio 24, 2006

:: Dois irmãos ::

Descobrir um amigo no seu irmão mais novo pode ser uma feliz surpresa.
E assim tem sido com meu irmão Vinícius, ou simplesmente, Vick.
















Ps. Para quase tudo na vida a gente consegue arranjar uma desculpa. Agora, para esse meu cabelo de puddle de madame não há desculpa! Acho que nunca vou me perdoar por isso, e o pior é que Álbum de Formatura é uma coisa que nos acompanha pela vida toda. Affe! Atenção meninas, quando pensarem em penteado para algum evento tipo casamento ou formatura, nada de confiar no cabelereiro quando ele disser que vai te deixar com o cabelo da Giselle Bundchen!
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  Terça-feira, Maio 23, 2006

:: Explicações ::

Ah, sim, sem CBN, fui escutando uma rádio AM, bem no estilo "Irmão Camioneiro". Música vai, música vem, tocou uma música do Almir Sater que eu adoro, chamada "Tocando em frente" que foi o suficiente para amolecer o meu humor raivoso do post sobre a raça dos puxa-sacos. Achei por bem apagá-lo. Espero que não me levem a mal, mas, como diz a música "É preciso paz para poder sorrir".
Como fui advertida pelo Taylor que ninguém lê letra de música em blog, nem me arrisco a colocar a música aqui, no entanto, acredito que todos aqui tem alguma lembrança da Novela Pantanal, pois então, Tocando em Frente fazia parte da trilha sonora da trama de Juma Marruá.
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:: Boletim HISTÉRICO Informativo

Boletim Histérico Informativo apresenta: TPM!

Eu já chorei por vários motivos, agora, chorar porque não consegui sintonizar a CBN na memória do rádio foi novidade.

Eletrônicos sempre foram um mistério para mim. Mas eu nunca levei isso a sério, pois no fundo, sabia que isso não tinha nada de pessoal. Embora nem todas admitam, boa parte das mulheres suam as melenas (sempre bem tratadas, of course) para acertar a hora no despertador.

Ainda hoje me lembro de um rádio-relógio em formato de galinha, que a minha madrinha trouxe do Paraguay, e que costumava despertar sempre às 5:00 da manhã por que eu não conseguia acertar a hora do bicho. Isso não teria nada de terrível, se o despertar da Galinha não viesse acompanahdo de um sonoro “Cococóricó! Good Morning!” e de um par de olhos vermelhos piscantes que traumatizavam qualquer criança. A Galinha, coitada, teve uma morte trágica (num acesso de raiva a espatifei na parede do quarto), mas a dificuldade para acertar as horas no Microondas e no DVD continua a mesma.

Mas, como disse, mesmo a pobre da Galinha dos olhos piscantes - encarnação do ziza - espatifada na parede era vista como algo normal. Nada próximo à cena matinal de hoje.

Então, como já é do conhecimento de alguns amigos, o meu carro foi arrombado e eu não tenho mais som. Como teria que fazer um serviço para a empresa em outra cidade, resolvi vir para a casa com o carro da empresa, que, por sua vez, possui som, para viajar na manhã de hoje.

Acordei, tomei meu banho de semi-diva, bebi um suco de manga e desci para o carro. Virei a chave, e enquanto me amarrava no cinto, tive a infeliz idéia de ligar o rádio. Pacientemente tentei sintonizar a Rádio CBN na memória. E tentei, e tentei, e tentei... Até que desabei em choro no volante. Completamente desequelibrada!
Nem quero imaginar a cara das pessoas que aquela hora da manhã passaram pela Dante Micheline – principalmente se estavam escutando a CBN - e me viram agarrada no volante chorando.

Depois de muito soluçar, fui até a portaria do prédio aonde o Paulo (o porteiro) me acalmou com sua sábia risada. Tomei um copo d´agua e, tão logo me refiz, peguei a estrada - sem a companhia do Heródoto Barbeiro, mas tomei.

Acho que com isso, atingi o cume da minha histeria “TPMinal”.
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  Sábado, Maio 20, 2006

:: Suspende! ::


Em situações normais qualquer pessoa falaria para um amigo que estivesse um pouco “alto” o famoso jargão suspende o alcool!. Mas, como não estamos falando do que é normal, eu diria: SUSPENDE O MOLHO SHOYO, O VINHO E A COCA-COLA!

Consegui a façanha de tomar três banhos (banho mesmo, não estou falando de respingos) no aniversário da minha amiga Anita – aliás, que aniverário heim?! Comida e climatização oriental perfeitas!

O primeiro dos banhos teve um ar oriental (para homenagear a festa) e, foi, digamos, salgadinho: um amigo, sem querer, derrubou uma cumbuca de molho shoyo na minha saia. Já o segundo banho, bem, esse teve um quê-de-chiquê: eu derrubei um copo de vinho na minha saia, que já tinha sido lavada no banheiro do lugar para que não ficasse manchada de shoyo. Para finalizar a noite, o mesmo amigo que havia derrubado o molho shoyo, sem querer (agora querendo!) derrubou um copo de coca-cola na minha saia. Imaginem a nhaca que virou a saia...

Depois do aniversário, acabamos passando no Cantinho da Roça para ter com uma turminha !PANTZ! mais momentos de risadas. E quantas risadas! O Raul (o cantor) que sofreu, coitado, relembrando momentos de tortura em que uma moça, linda e loira, da cútis dinamarqueza (né, Kell?), o jogou dentro da piscina e também com os momentos de agradecimento no microfone (piada interníssima: chôpa que é uma deeeeelicia!). Ai ai, esse povo só está piorando...

E hoje, heim? Será que vou tomar banho de que?

Beijo doce, bem doce, da Táta, besuntada!

Ps. Todos os homens deveriam ser gentis como o que me enviou essas gérberas liiinnnndas nesta manhã de sábado!
Ps. Sushi só no ano que vem, tá galera? Pela-mor-de-Deus, três vezes na mesma semana foi demais para o meu estômago. Agoram tem sushi saindo até pelo meus zuvido...
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  Quarta-feira, Maio 17, 2006

:: Dia triste ::

Pensei em não tratar de tristeza no dia de hoje. Talvez devesse apenas senti-la dentro de um silêncio que me faria compreender e aceitar as coisas de maneira mais resignada. Mas o silêncio é coisa danada, e a compreensão é sempre limitadora. Prefiro sentir, e, quando eu sinto, preciso falar.
Hoje foi um dia triste. Nada de muito terrível - pensarão alguns após saberem o motivo das minhas tristezas. Mas exatamente por isso é que elas são minhas.
A primeira tristeza veio com a constatação de que algum ser estúpido e muito cruel envenenou a minha cachorra (um labrador chamado Andy), que agora está morta. Penso em algum motivo que possa levar uma criatura a cometer um ato tão covarde como esse, mas nada me convence. Não gosta de animais? Ok, não tenha um, mas não se ache no direito de interferir em uma relação que você não vive e não compreende. Envenenar um animal é covardia das mais torpes.
A segunda tristeza, bem, essa é a velha conhecida que me visita várias vezes ao dia, mesmo sem ser convidada. Dor viva, quase física, que percorre a alma, mas que de mim nada parece exigir. Felizmente, porque eu também não quero entender. Enfim, dor de fim de amor que revela a minha condição humana.
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:: Dia frio ::


Dizem que os Ipês não sentem frio.
Pois eu queria ser como eles.
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  Terça-feira, Maio 16, 2006

:: Bem acostumada! ::


Estou ficando mal acostumada com essa vida social agitada. Mas, quando a danada da culpa ameaça ganhar força, surpresas como uma reunião entre amigos de infância acontecem para me provar que tenho sim é que BEM ME ACOSTUMAR com as coisas boas da vida.
Por uma coincidência, eu, Bruno e a Ana nos cruzamos no Fórum de Aracruz, quando então o diabinho lançou a idéia: vamos almoçar juntos lá em Santa Cruz? Logo depois, o Golico ligou, dizendo que estava à caminho de Coqueiral e que almoçaria conosco.
O resultado foi esse: quatro criaturas se fartando de muqueca no Restaurante Irajá, em Santa Cruz, em PLENA TERÇA FEIRA!
Os papos variaram desde a revolta do Golico com o hábito oriental de comer alimentos crus (em função do esforço humano para fazer o fogo), à insistência das mães para também terem o seu próprio Orkut, passando pelos meus furos antológicos, como, por exemplo, cumprimentar uma pessoa com um aperto de mão, e depois perguntá-la por que ela se encontra aposentada por invalidez, sendo que só eu (que apertei a mão) não percebi que ela não possuía dedos nas mãos.
Diversão garantida e um dia de trabalho bem mais alto astral.
Ps. Ana, agora que eu sei que você lê o Docinho, quero só ver se o sushi de sexta continua de pé! Beijo doce, bem doce da amiga que te adooooooora!
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  Segunda-feira, Maio 15, 2006

:: São Paulo Sitiada ::

Sinto-me “patetizada” (e não hipnotizada). A falta de noção dos partidos políticos me deixou completamente patetizada nesta noite de segunda-feira: O PAÍS PEGANDO FOGO, E NÓS CONTINUAMOS OBRIGADOS A ASSISTIR AO HORÁRIO GRATUITO DA POLITICAGEM BRASILEIRA.
Isso é patético!

Não sei o que me violentou mais: o Nilton Baiano, aquele deputado do "anote aí, para depois você me cobrar", falando POBREMA e se dizendo um eterno oposicionista (capaz de quando ele conseguir a situação, também virar oposição só para perpetuar a sua marca) ou a Viviane Anselmè, jovem que apresentou o programa e que saiu nas colunas sociais do estado se dizendo uma das pré-escolhida ao Big Brother Brasil (isso mesmo, PRÉ-escolhida).

Mas o estupro eu ainda ia de sentir com o fim do horário gratuito (ah, bem lembrado: gratuito uma ova!) e o retorno do Jornal Nacional. Pois ele veio com a cara de satisfação do Ministro Márcio Tomás de Bastos por conta do caos em São Paulo, oferecendo, de coração aberto (que bonzinho), seus homens ao Governo Estadual. Politicagem das mais rasteiras!

Sem nenhum demérito à Polícia Federal, me enoja como o Governo resolve se aproveitar com mesquinharia de uma situação tão grave como a questão da segurança pública. As imagens das tropas de elite do governo que, ao todo, no país correspondem a um parco e mimado efetivo de dez mil pessoas, em contraste com o violento estress dos policiais civis, quase 130 mil só na cidade de São Paulo, com seus salários miúdos e as fardas remendadas beirou a falta de respeito.
Tá, eu sei que a minha revolta tardia pode parecer coisa de alienado, produto de fato evidente e da mídia massificada. Afinal, foram tantos os escândalos morais e as crises políticas dos últimos meses (Mensalão - Cuecão - A queda do Palloci - A máfia dos Vampiros - O golpe do Baú que o André Santana deu na Júlia - e a Soberba de Doctor Evel Moralles) e eu nem em manifestei né?
O fato é que venho tentando não me entregar à paixões outras que não as de foro íntimo, afinal, essa foi a orientação da psicossomática para um corpo que há pouco tempo beirou o colapso.

Mas fingir que não estou nauseada com os últimos acontecimentos seria muita hipocrisia, além de muito incoerente com a postura de aguém que sempre fez questão de se pronunciar, e não se esconder atrás da voz de outras pessoas nas mais diversas questões.
Deixemos a questão da coerência de lado, porque já tomei meu calmante de florais, e pode ser que a incoerência roube a cena nas minhas impressões a partir daqui...
Aliás, se eu fosse o governador de São Paulo eu chamaria o Chuck Norris para colocar ordem na budega. Minhas desculpas ao Bruce Willis, mas isso é caso para quem MANDA de verdade!
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  Domingo, Maio 14, 2006

:: Fotos ::

Como prometi lá no FLog, aqui vão alguns registros do meu final de semana.

Foto I - Todo mundo no Esfirreria, antes da sinuca, que por sua vez, foi antes do Lual.

Foto II - Vocês conhecem o Jim Carrey?
Foto III - Tentativa frustrada de Chão,chão,chão no Parque da pedra da Cebola, após a visita à exposição do Sebastião Salgado.
Foto IV - Diretamente de Moçambique, nosso correspondente internacional e comentarista oficial para assuntos inflacionários, Cadu.
Foto V - O retorno das Panteras, ainda mais matadoras! PANTZ!
Foto VI - Que a alegria dessas meninas iluminem a todos!
Foto VII- Não é todo dia que você encontra um recadinho fofo como esse na porta do seu carro. Só podia ser do Garoto Sorriso! Depois dessa, fomos para o cinema (de onde saímos na metade do filme, pois a ansiedade para conversarmos estava maior do que qualquer coisa) e depois nos entupir de sushi. Bom? Demais! E Quinta tem mais!

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:: Obrigada ::

Pois é Docinhos, mais um domingo se esvaziando e a vida continua se revelando à esta menina que se achava hora feia, hora bela. Da maneira mais justa e generosa possível ela tem me proporcionado momentos pra lá de especiais com uma turminha PANTZ, além de ótimos momentos de conversa com pessoas que iluminam os meus dias e pensamentos com cor, alegria e crença em dias melhores!

Obrigada pela farra do fim de semana (todos: Sussu, Kell, Croid, Sandrim, Jô e Jim, e Cadu). Obrigada pela doçura (César). Obrigada pela surpresa (Bruno). Obrigada pela atenção (Taylor). Obrigada pelas visitas (Rina, PF, Daniel). Obrigada pela amizade (Dani - você mesmo, baixinha meiguinha!). Obrigada pela existência (Lu). Obrigada pela força de sempre (Larissa-Gata). Obrigada pelo reenconto (Livia). Obrigada pelo pensamento positivo (Pity).

Enfim, obrigada criaturas!

Tenham por cada sorriso meu, um beijo doce, bem doce no coração de vocês!
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  Quarta-feira, Maio 10, 2006

:: Sem graça ::

Acho que consegui deixar alguns amigos completamente sem graça por causa do post anterior. Foram tantas as manifestações de horror as minhas "tetas" no MSN, que até eu tive que pensar na metamorfose havida: como aquele ser loiro e meigo, de voz SEMI-fanha, carinhosamente chamado de "minha francesinha" pela mãe por andar na pontinha dos pés e balançar as mãos diante de uma situação de medo ou nojo, amante das letras, e que não consegue receber um beijo na bochecha sem soltar um "aiiiiiiiiiii" afrescurado veio a falar tetas?
Como tudo isso aconteceu, eu realmente não sei. O que sei, é que me permitir brincar mais vezes tem sido muito bom.
E, falando sério... Coitado (coitado mesmo!) daquele que coloca as tetas, as bestas, ou os carros na frente das letras.
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:: Resoluções ::

Depois do mestrado, colocarei silicone.
Primeiro as letras, depois as tetas.



Este blog já foi mais poético.
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  Terça-feira, Maio 09, 2006

:: Política de emissão com propriedade! ::

Como eu disse, é quase que instintivo imaginar que o dinheiro é a solução para muitos problemas, e não a falta dele, mas, nas palavras do Cadu (o hômi!), aprenda por que o governo não pode sair por aí emitindo papel:
Não podemos simplesmente emitir mais papel moeda porque ele perde seu valor (chamamos de LASTRO).Por que diamantes e rubis são "jóias" caras? Porque são raros. Se dessem em árvores, custariam o preço de uma laranja. O mesmo acontece com o dinheiro. Imagine se de repente, o Banco Central emitisse papel moeda descontroladamente. Isso significa povo com dinheiro no bolso. Dinheiro no bolso significa consumo, e consumo significa que o comerciante pode aumentar os seus preços, de acordo com a lei da oferta e demanda. Quando ele aumenta, sabendo que tem gente que vai pagar, vem a maldita da inflação.É um círculo vicioso, e ao contrário do que muitos analistas falam, com suas fórmulas super-hiper-ultra simples, controlar a inflação é uma tarefa bastante complicada. Beijos! Cadu
Tá entendido?
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:: Tempos inflacionários ::

Assisto aquele programa da Globo News, o Conta-corrente, e vejo especialistas se descabelarem para explicar o fenômeno da inflação. Do alto da minha ignorância monetária, eu ainda não entendo como excesso de dinheiro pode fazer mal a um povo. Quixotesca, penso como Ruy Barbosa: porque não emitimos mais moeda?

Mas, houve um tempo em que eu sabia o que era inflação. A inflação era o bicho-papão. Papava dinheiro, e, junto com o dinheiro, alguns sonhos inocentes.

Quando eu era criança, sonhava em ter a caixa de lápis de cor da Faber-Castell com 36 cores, distribuídas em dois andares. Minha mãe não fazia idéia do que 36 cores diferentes e DOIS ANDARES representavam para mim. Tantos tipos de rosa, tantos tons de verde, e outros tantos de azul, amarelo ouro, amarelo gema... Nossa, ela não poderia saber.

Deu-se o caso que certa vez falei desse “sonho” para o meu pai, que, generosa e piedosamente (tadiiiiiiinha de mim!) me deu uma nota de dez cruzados para que eu pudesse comprar a caixa de lápis de cor.

Lembro que mal dormi aquela noite, de tanta ansiedade, e, nem bem as lojas abriram fui até a papelaria da D. Dulce comprar os meus t-r-i-n-t-a e s-e-i-s lápis de cor. Chegando lá, a decepção: a caixa não custava mais dez cruzados e sim doze cruzados. Maldita inflação.

Saí da papelaria arrasada. Parei na primeira lanchonete que avistei (da D. Natalina), onde gastei toda a minha fortuna em Bubbaloo de tutti-frutti. Comprei tu-dim-di-babalu. Foi um trauma e tanto. E olhem, que DEZ CRUZADOS DE BABALU, deu babalu pra chu-chu, heim!

Além do freezer abarrotado de comida, dos latões de metanol escondidos, essa é uma das lembranças que guardo daqueles tempos de Sarney. Pelo bem, ou pelo mal, espero que as cabeças que guiem este país não brinquem com essa coisa chamada inflação.
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:: Primeiro dia de treinamento ::

Primeiro dia de treinamento: não houve treinamento.

Acometida por um torcicolo vindo de Marte, e cega por causa do exame oftalmológico, não pude me entregar ao esforço físico. Vocês sabem: primeiro a saúde, depois a vaidade.

A cegueira foi verdade: incríveis 4.025 de miopia nos olhos (meio grau a mais do que o último exame). Mas surpreendente mesmo é como as desculpas e a realidade se encontram a fim de que eu não me movimente.
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  Segunda-feira, Maio 08, 2006

:: Treinamento PANTZ! ::

Ah, sim, hoje também tem início o treinamento de condiconamento físico para outra prova que hei de fazer em breve. Queria não ser eu nessas horas, só para ficar de camarote no calçadão de Camburi ME vendo correr, saltar e fazer barra (isso mesmo, B A R R A). Vamos ver no que vai dar.
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:: Final de semana em resumo ::

Nada como um dia após o outro!
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:: Final de semana por extenso ::

O final de semana começou mal, afogado em decepção. Aquela história de que os que olhos não vêem o coração não sente é a mais pura verdade. Sexta foi assim: dia de saber e ver o que o coração, já maltratado, pressentia: vaso ruim NÃO quebra; aqui se faz e NÃO se paga; quem me enganou NÃO vai pagar, e vai me enganar ainda mais... Isso tudo porque o mundo é SIM dos espertos. Welcome to the real world.

A única coisa boa foi ter com duas amigas, com quem há muito não me reunia, um happy hour no Balaco-Baco, do Balaco! Com direito a pro-seco (a gente é chique benhê) e planos para duas viagens em breve.

Sábado foi dia de patinar por sonhos desfeitos e expulsar minhocas da cabeça. A coisa boa ficou por conta da família maravilhosa que tenho (e que as vezes esqueço de mencionar aqui), reunida para comemor uma nova conquista, e do carinho mais do que especial que um certo Cavaleiro Errante sempre tem para me oferecer. Aliás, será mesmo que ele vai baixar em terras capixabas, para que a galega aqui mostre o que é uma muqueca de verdade? Saiba, que só não torço mais para isso por que sei que a experiência em Cuba vai ser maravilhosa para você. Ok, uma cerveja de trigo e um linguado ao molho de alcaparras também fizeram toda a diferença no sábado.

Mas aí veio o domingo, que começou paaaannntz com uma prova desgramada, logo as 7:00 da manhã. Ao chegar lá, um susto: meu nome não constava na lista dos inscritos para a prova. “Cadê meu nome nessa lista? Moço, você não está entendendo, o meu nome TEM que estar nessa lista!” E num instante, sucedeu a histeria: “Ninguém vai fazer essa p*rra de prova enquanto eu não achar o meu nome nessa p*orra de lista!” E então, aquele ser loiro e delicado, movimentou meia duzia de fiscais, para rodar sala por sala e procurar o meu nome em alguma delas. Meu nome estava fora da ordem alfabética, perdido na letra “L”. Lista analfabética que quase acabou com meu dia. Anyway, fiz uma prova como nunca fizera antes: MUITO BEM!

A sensação de que respeito, esforço e honestidade não são motivos de vergonha, e que podem valer a pena me mantém de pé nesse mundo cão.

Para finalizar um cineminha básico, com pessoas pantz de noitinha. Se querem diversão, não deixem de ver MI3, aquela pintinha que o Tom Cruise tem na bochecha, próxima ao nariz pode fazer toda a diferença!
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  Domingo, Maio 07, 2006

:: Então, você não sabe? ::

Então, você não sabe? Não sabe que sou mulher, e, mulher que sou, vou da lágrima ao riso, em questão de açúcares? Que quando eu peço doce, é porque quero o salgado, para logo em seguida, pedir o doce de novo. Que sou o branco que não vê, e o negro que a tudo encobre para proteger.
Ah, se não sabe, fique você sabendo... Que ódio, é sentimento que se esvazia junto com a latinha de coca-cola. Que há vida para a madressilva sem a o ramo de aveleira.
Fique também sabendo que tenho pouco dinheiro no banco, e mais sapatos do que preciso. Muito mais. Saiba que não me deixo ser o que querem que eu pareça. Que sou a água que limpa, o barro que suja, a fé que move e remove. Saiba que eu acredito, e que me permito. Sempre.
Saiba... É sempre bom saber.
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  Sábado, Maio 06, 2006

:: O peso da realidade ::

Após duas notícias bombásticas, que eu, sinceramente preferia não ter tido conhecimento, o peso da realidade foi-me revelado pelas palavras de um amigo, hoje:

"Algumas noticias, por mais dolorosas que sejam, servem como uma pá de cal em ilusoes, e devaneios nostalgicos. É uma maneira um tanto abrupta e violenta de chamar voce para realidade, para ser "contemporanea de si mesma" e recomecar a viver."

Tá certo.
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:: A queda ::


Diante do medo, um sorriso aeróbico.

Nas bochechas, a caimbra de uma alegria incompleta.

Nada como um sorriso burro e paranóico, para não perceber a velocidade terrível da queda.


Lobão


Ps. Hora de levantar!
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:: Fraude ::


Como diário pessoal, este blog é uma fraude.

Uma coisa é o que eu escrevo, outra o que sinto.
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  Quinta-feira, Maio 04, 2006

:: Agostinho way of life ::

Agostinho Carrara - ou Augustinho, como queiram - hoje, na tv:
- Bebel, sua Maria pick-upeira!

Eu confesso a vocês que nem sabia que isso existia, mas morri de rir!
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  Quarta-feira, Maio 03, 2006

:: Volto para tomar meu lugar, ser sorvete, ser café, ser a mulher de alguém que queira me ouvir respirar ::

Sensualidade é isso aqui, o resto, como dizem, é pura putaria.

"Subamos!
A vida se revela

à menina que se achava
hora feia hora bela
e que num instante

de chata lucidez
achou que podia tentar

ser ela outra vez.
Chegou o tempo

do mundo
dos passos largos
que há tão pouco

eram sonhos numa alma
que sempre voou

pra longe do mesmo lugar.
Não é mais complicado assim...
Dizer cansa muito. Não dizer, bem mais.
(E ando exausta de não ser livre pra sentir o que digo)
Partir livre,

de coração vazio
do amor que fere,

da paixão que bambeia e vê cair.
Volto
pra tomar meu lugar
ser sorvete
ser café
ser a mulher de alguém
que queira me ouvir respirar.
Todas as palavras
as cantigas
os vícios
são para o moço que me espera
e sabe que eu volto
sem precisar me pedir pra ficar."

Coisa bonita assim, encontrei em um blog: http://exausta.blogspot.com. E ainda tem gente adora falar mal de blogs.
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  Terça-feira, Maio 02, 2006

:: 100% Black ::

Uma vez me disseram que eu devia assumir o meu cabelo natural e as minhas raízes. Tá aí então: 100% creoula!
A foto foi tirada na viagem à Tiradentes com a minha FRIEND Lu, e o motivo de eu estar postando ela somente hoje foi uma ida ao supermercado esta tarde. Como sempre, fui lá para comprar amaciante mas fiquei meia hora na seção de higiene pessoal, entretida com todas as informações de uso e composições nos rótulos dos shampoos e condicionadores. Nessas horas que eu me arrependo de não ter aprendido todos os prefixos e sufixos nas aulas de química mineral quando estava no segundo grau. São tantas as terminações que aquela velha regrinha "Bico de pato, formoso periquito, com hídrico não me meto" não me adianta muito (ainda mais porque eu nao sei o que nada disso significa mais!).
Eu já nem me apego tanto às novas descobertas e novas tecnologias que os vidros costumam estampar no seu anverso (NOVO!). A única coisa que ainda mexe com meus instintos mais primitivos é quando vem escrito na descrição do produto: para cabelos oleosos na raízes e sêcos nas pontas.
COMO ASSIM?????
Sinceramente, eu não consigo imaginar como o shampoo consegue se transmutar no meio do caminho. Seria isso o que eles chamam de inteligência artificial?
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:: Lição Nº 1 ::

Não durma nunca com dor de cabeça.
Você pode acordar com enxaqueca.

Apaguem a luz do mundo, por favor.
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  Segunda-feira, Maio 01, 2006

:: Explicado: Diabo Vermelho ::

Depois de chorar na frente de toda a família sentada à mesa de almoço, por causa da galinha ensopada que a minha avó preparou, cheguei a conclusão que essa minha sensibilidade extra só pode ter uma explicação: o diabo vermelho que visita todo mês o meu corpo e toma conta dos meus hormônios. Wah.
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:: Mais uma dose de "Voce, no seu retrato" ::


Hoje seria um dia qualquer se não fossem os retratos. Os mesmos retratos do poema de Cassiano Ricardo, a quem deu razão Rubem Alves na crônica "Por que a rosa não mais floresce?", e que eu me dou o direito de trancrevê-la à minha ordem invertida.

"É. Tem razão o poeta. O amor é a coisa mais triste quando se desfaz. É triste por causa do retrato: porque ele faz lembrar uma felicidade que se teve e que não se tem mais.

O você que eu amo - eu não encontro em você. Encontro no seu retrato. Olho para você, do outro lado da mesa. E me lembro do seu retrato. Ah! Como você, presente, é diferente do "você no seu retrato!

Olho o seu retrato e sinto saudades. O retrato é o lugar da ausência. Barthes diz que aquilo que todos os retratos retratam é a morte: o que deixou de ser, o que não é mais.

O tempo do retrato é um passado irrecuperável. [...]. Meu amor mora num passado sem volta. Sendo esse o caso, não amo você, presente, diante de mim, do outro lado da mesa. Amo o você que escorregou do seu rosto, e mora agora no retrato, lugar da morte. Amor infeliz."
E tenho repetido "A saudade é um buraco dolorido na alma".
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:: Razão das minhas lágrimas de hoje ::

A carta é de verdade, a Antônia, que, em verdade, é outra mulher. Mas em respeito à mulher e ao amigo que me confidenciou me desfiz de algumas intimidades, e inventei um pseudômino.

"Faz tempo que a gente não se fala. Talvez dois anos. Sei que muito desse abismo criado entre nós é em grande parte minha responsabilidade. Há um ditado muito sábio que diz que a experiência é um pente que você ganha quando fica careca. O ditado se aplica muito bem ao meu caso, e à minha postura em relação a você.

Cometi muitos erros que só a imaturidade é capaz de explicar. Um deles foi minha incapacidade em acreditar nos relacionamentos, e minha inabilidade em manter viva e acesa a chama do carinho que nos uniu, de forma tão especial, quando estivemos juntos.

O que lamento mesmo é que hoje não tenho você nem como amante nem como amiga. Ter perdido qualquer dimensão humana da interação contigo foi certamente o maior castigo que pude receber pelos erros cometidos. Isso, no entanto, me machuca.

Hoje eu sei e posso avaliar como foi importante o nosso encontro. Depois de ter descoberto e interagido com outras pessoas, pude perceber que o mundo não é feito de Antônias*, de mulheres meigas, carinhosas, dispostas a tudo pelo grande amor. Descobri que as Antônias são as exceções. Precisei te perder da dimensão exata - e muito trágica - dos meus erros de juventude.

Venho aqui te pedir perdão pelo que fiz, e sobretudo, pelo que não fiz pelo nosso amor. Não tenho direito de pedir que uma mulher que tanto fez e tanto lutou pelo nosso amor, faça isso novamnete. O nosso amor, nossas tardes de carinho e poesia na penumbra do seu quarto ficarão nas nossas memórias, e poderão sempre ser ser revisitadas por nós sempre que quisermos, com o carinho que as boas lembranças são capazes de ensejar.

O que eu quero te pedir é que eu possa retomar o contato humano com você. Que eu possa saber como a Antônia está, com que ela sonha, aonda ela quer chegar. Para que eu possa torcer por você, chorar por você, me alegrar por você. Porque você, mesmo se eu quisesse, nunca será indiferente para mim. E amor de verdade nunca acaba - transforma-se.

Eu espero que você possa entender esse meu desejo, e também espero que Antônia não seja mais um fantasma habitando as minhas memórias e me assustando nas noites de solidão. Espero que ela se torne um ser humano de carne e osso, com quem eu possa interagir, amar e respeitar."

Leio e releio esta carta, e só faço chorar. Não estaria exagerando se dissesse que foi uma das coisas mas bonitas que já li. Bonito sim, por que vejo produndidade em palavras que não quiseram forçar a barra para soar poesia. Quiseram apenas soar verdade. Noto uma entrega sincera de sentimento por meio das palavras. Palavras que dóem em mim quando penso na ausência.

Saudade é um buraco dolorido na alma.

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