Domingo, Abril 30, 2006

:: Muqueca by Doce Bem Doce ::

Meus pais acabaram de ligar, da estrada, para dizer que estão roxos de fome e para perguntar qual o risco de uma muqueca preparada pela minha doce pessoa.
Bem, considerando que o badejo já foi passado no limão e já se encontra cortado em postas, o risco é de eu não conseguir cortar 4 tomates, 3 cebolas, picar dois maços generosos de coentro, salpicar a panela com um pouco de coloral e pingar uma colher de pimenta.
As pessoas nesta casa tem o péssimo hábito de subetsimar a minha capacidade.
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:: Enquanto isso... ::

Enquanto isso (na sala da Justiça!) vou enrolando vocês com mais uma série de fotos do meu feriado !PANTZ!.

Parte II - Perdidas na noite da Praia das Virtudes
Foto: Sussu, eu e Kell, bancando a versão afro-tupiniquim-polonesa das panteras.
Foto: Beleza Brasileira.
Foto: Meninas Super poderoUsas (com U mesmo!)
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:: Sábio Riobaldo ::

Tenho muito pra contar, mas "contar" nem sempre é uma atividade das mais fáceis. Bem disse Guimarães Rosa por meio de seu Riobaldo:
"Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que se já passaram. Mas pela astúcia que tem certas coisas passadas - de fazer balancê, de se remexerem dos lugares."
Então, é melhor esperar. E depois contar-lhes.
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  Sábado, Abril 29, 2006

:: A melhor parte: compras! ::

Esqueci de contar que a melhor parte dessa minha "experiência pelo mundo das drogas", foi como resolvi curar a minha dor de cabeça: compras no shopping!
Ao todo foram dois novos livros de Rubem Alves (podem esperar que vem crônica por aí), um livro de outro Rubem, o Braga; uma bata; um colar e uma bolsa que segundo o vendedor tem a cor da moda: "vin". Me segurei para não perguntar ao vendedor se esse "vin" é o mesmo "vin" de "cuoco au vin". Ai ai, a moda quando vira moda é uma coisa ridícula mesmo.
Isso porque eu saí de casa com o propósito de comprar um tênis, que era o item que eu realmente estava precisando. Calço 35 (eu sei, totalmente desproprocional para a minha altura), e insisto em usar o tênis da minha mãe, que por sua vez, calça 38. Mas como boa mulher que sou, dou um jeito de esquecer rapidinho das coisas que preciso, para me enveredar pelo perigoso caminho das vitrines. Ô sina.
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:: Minha vida de rock ::

Considerando que há alguns meses eu mais parecia uma daquelas atrizes do seriado "desperate housewifes", mergulhada em preparativos e afazeres domésticos (que o digam os canhotos do meu talão de cheque, onde outrora se viam "vestidos, sapatos, bolsas e cabelereiro", passou a ser ver "copos, pratos, toalhas, piso, arquiteta"– não que isso fosse ruim, ao contrário, tudo fazia parte do momento que eu estava vivendo) essa minha vida de "rock" está dando o que falar.

Ontem saí para o rock, literalmente falando, porque capixaba tem mania de dizer que sai para o rock, mesmo que esse rock seja um forró. Fui para um show de uma banda que eu mal conhecia, com meu irmão mais novo (fim de carreira sair com irmão mais novo né? ). Sonoramente eles são até bons, embora eu ache a presença um pouco agressiva para o meu gosto pop-britânico, mas eu me senti a Tiazona no meio daquela garotada toda. É meus docinhos, quando a idade chega não tem jeito.

O fato é que acordei com uma dor de cabeça infernal hoje. Tomei uns três remédios diferentes e nada dela passar. Inconformada, sem entender o motivo da dor de cabeça, afinal, ontem eu não bebi uma gotinha de alcool sequer, comentei o fato com a Rakell que me perguntou se havia muita gente fumando no show. Na hora que ela falou isso me veio a mente a imagem daquele fumacê que eu, na minha santa inocência, achava que era gelo sêco. Conclusão: eu estava EMACONHADA! Ninguém merece.

Hoje tem outro show de rock (mais o meu estilo), mas eu espero sinceramente não acordar emaconhada no dia seguinte.
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  Quinta-feira, Abril 27, 2006

:: Blog é Blog e Flog é Flog; eu sei! ::

Pelo mesmo motivo que a minha avó (sempre a vovó) me alertava para que eu não confundisse cocô de grilo com crododilo, eu não deveria fazer desse Blog um Flog. Blogueiro que é blogueiro não enrola, escreve. Mas estou com uma seqüência de fotos tão legais que gostaria muito de dividir com vocês. Com o seu perdão, peço passagem para a minha vaidade.

PARTE I - PÔR DO SOL EM SETIBA
Na foto: Suéd, Rakell, eu e Nina.




Essas fotos foram boas para lembrar como praia pode ser um lugar agradável.

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:: Desagradável ::

Existe coisa mais desagradável do que aquele resto de coca-cola sambando na geladeira que as pessoas fingem não ver?

Só mesmo aqueles bom-bons de figo, banana e uva passa da caixa de chocolates da Garoto que ninguém gosta, mas é obrigado a comer (no meu caso, eu costumo raspar com o dente só a cobertura de chocolate).

Affe.
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  Quarta-feira, Abril 26, 2006

:: eMule ::



Você
não
vai
com
a
minha
cara ?
Ninguém merece ficar dois dias com servidor inativo...
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  Terça-feira, Abril 25, 2006

:: Papacão ::

Em visita ao blog do pai da pequena Daniela li um texto em que ele expressou toda a sua indignação - com certa razão - por causa de um Papagaio que vive gritando, como se fosse uma sirene, e importunando a todos os condôminos do prédio.
Essa história me fez lembrar um certo Papacão que outrora habitou a minha casa. Papacão por que o papagaio, coitado, pensava ser um cão. Simples: como o nosso cachorro, por sua vez, pensava ser uma cabra, alguém tinha que fazer as vezes de cão de guarda, né? E eis que o Lôro assumiu esse papel: latindo para tudo e todos feito um cão endiabrado. É isso mesmo: eu tinha um papagaio que latia.
Deu-se o fato que meu irmão acabou se enfurecendo com o latido do papagaio, que costumava manifestar a sua síndrome canina as seis horas da manhã dos domingos, e o jurou de morte.
Diante desse impasse, a minha avó (sempre a vovó) organizou um paredão, afixando na porta da geladeira um quadro, aonde tínhamos que votar pela permanência ou pela saída do Lôro.
Por 4 votos a 1 o Lôro foi eliminado - eu, obviamente, fui o voto vencido. De posse do resultado, a minha avó (a mais mercenária de todas) VENDEU o Lôro para o marido da pessoa que trabalhava lá na nossa casa à época, e o pior, acabou levando um calote.
Triste fim o do Papacão!
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:: Feriado !Pantz! ::

Já escrevi algo parecido no meu fotolog (novidade na área), mas faço questão de repetir aqui algumas poucas palavras de agradecimento a uma turminha que tive o prazer de conhecer melhor neste feriado (um feriado regazo a zeite, muito azeite):
Pessoas !PANTZ!, Sei que carinho a gente não agradece, e sim retribui. Mas ainda assim, gostaria de agradecer imensamente a todos vocês por esses dias tão coloridos. Vocês são pessoas verdadeiramente iluminadas, e eu só tenho a agradecer ao destino (e ao azeite!) pela oportunidade de conhecê-los. E que venham outros feriados, e outras garrafas de azeite! Um beijo doce, bem doce, da Helena de Tróia (piada interna!).

Essa primeira foto foi tirada num lugar lindo onde havia uma casa linda e nessa casa linda havia uma árvore linda, além de lindas mesas de sinuca e ping pong, e até mesmo um lindo campo de bocha. Olhem só:

Nesta foto algumas pessoas lindas (e loucas): Sandro, Nina, Sued, Rake, eu e Cred.


Aviso aos navegantes: como tenho muitas histórias e muiiiitas fotos, pode ser que este doce blog, faça as vezes de fotoblog por enquanto, tá?

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  Domingo, Abril 23, 2006

:: Penelope Charmosa ::


O carro combinando com a bolsa, ou a bolsa combinando com o carro?
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  Quinta-feira, Abril 20, 2006

:: Sobre sapos e príncipes ::

E eu que achava que sabia tudo sobre estórias entre sapos e príncipes, me surpreendi com essa aqui, retirada da crônica "Aos namorados, com carinho", do Rubem Alves (aliás, este blog deveria se chamar ODE A RUBEM ALVES). Espero que gostem!

“Aí você me pergunta: se no caso do sapo não se transformar em príncipe no primeiro beijo deve-se insistir com a beijação? Aqui cabem algumas observações.

Primeira: todo príncipe que é submetido a uma dieta de camarões sem trégua vira sapo.

Segunda: há sapos resistentes a beijos. Prova disso é a estória da princezinha que deixou cair no açude uma bola de ouro que seu pai lhe dera de presente (o rei era doidão, sem juízo). Ouvindo o choro da menina, saiu da água um enorme sapo de olhos esbugalhados que disse que lhe daria a bola de ouro se ela concordasse em dormir com ele. Até hoje sapos dizem a mesma coisa a meninas tolas. A menina concordou, mas logo que se viu de posse da bola saiu em desabalada carreira, deixando para trás o sapo e seus pulos. Mas o sapo não se deu por vencido. Foi ao palácio, chamou o rei, relatou o acontecido, e o rei, doidão e sem juízo como já afirmamos, obrigou a menina a dormir com o sapo. Quando o sapo se aproximou dela, ela teve tanto nojo que o pegou por uma perna e o jogou contra a parede. Foi zás-traz. Ao cair no chão o sapo virou um garboso príncipe. Assim é: há sapos que só se transformam em príncipes quando são jogados contra a parede. Tente essa técnica.

Terceira: Se, após a magia dos beijos e a magia de se jogar o sapo na parede, o sapo continuar sapo, é porque ele é sapo mesmo. Não há magia que resolva.

Nesse caso, a única solução é você virar sapa. Porque, se você for sapa, você achará o seu sapo um príncipe maravilhoso. Terão, então, muitos sapinhos.

Você me pergunta sobre o que fazer quando o coração acredita firmemente que o sapo é principe e o sapo diz que ele é sapo mesmo, geneticamente, não sendo coisa de opção... O que fazer? Acho que é preciso desconfiar do coração. O coração é ótimo para amar. Mas, por isso mesmo, sua sopiniões não são confiáveis. Pode ser que o sapo esteja dizendo a verdade.

A vantagem do sapo é que ele nunca baterá as asas, como o pássaro. Muita gente prefere sapos a pássaros. Os sapos são mais confiáveis. A gente sempre sabe onde estão: no charco. Já os pássaros – onde estarão? Como é dolorido vê-los aprontando para a partida!

A vantagem dos pássaros sobre os sapos é que eles são belos: seres indomáveis, selvagens.

Uma pergunta: por que é que você não deixa de ser a menina e transforma-se no pássaro? Bata as asas. Deixe o sapo esperando. Feito a Shirley Valentine. Quem sabe a magia acontecerá? Ainda não se testou o poder da saudade no coração dos sapos. Pode ser que funcione.”
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  Quarta-feira, Abril 19, 2006

:: E falando em retratos... ::


Quem fala retrato já denuncia a sua idade, não é mesmo?
Quase ninguém mais fala "retrato" nos dias de hoje. Fala-se foto, fotika, foteenha (essa ABALA qualquer amizade, mas tudo bem!), sem perceber que a foto e o retrato habitam mundos completamente diferentes, e que nunca se tocam.
Mas, Rubem Alves à parte...
Só fui perceber agora que no retrato do post anterior saí com um gengivão danado, que até me lembrou a Rosane Collor, antes de ser a primeira-dama-e-presidente-da-LBV. Que horror!
O fato é que ultimamente não tenho tirado muitas "fotos", e as mais recentes não estão legais para que eu possa, eventualmente, ilustrar algum post por aqui.
É o caso dessas fotos ao lado, em que eu estou com cara de propaganda de margarina dos anos sessenta. Aposto que se o Tremendão Erasmo Carlos visse essas fotos ia gamar no meu novo corte cabeção de Play Mobil!
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  Terça-feira, Abril 18, 2006

:: Você no seu retrato ::

Hoje seria um dia qualquer se não fossem os retratos. Os mesmos retratos do poema de Cassiano Ricardo, a quem deu razão Rubem Alves na crônica "Por que a rosa não mais floresce?", e que eu me dou o direito de trancrevê-la à minha ordem invertida.

"É. Tem razão o poeta. O amor é a coisa mais triste quando se desfaz. É triste por causa do retrato: porque ele faz lembrar uma felicidade que se teve e que não se tem mais.
O você que eu amo - eu não encontro em você. Encontro no seu retrato. Olho para você, do outro lado da mesa. E me lembro do seu retrato. Ah! Como você, presente, é diferente do "você no seu retrato!
Olho o seu retrato e sinto saudades. O retrato é o lugar da ausência. Barthes diz que aquilo que todos os retratos retratam é a morte: o que deixou de ser, o que não é mais.
O tempo do retrato é um passado irrecuperável. [...]. Meu amor mora num passado sem volta. Sendo esse o caso, não amo você, presente, diante de mim, do outro lado da mesa. Amo o você que escorregou do seu rosto, e mora agora no retrato, lugar da morte. Amor infeliz."
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  Segunda-feira, Abril 17, 2006

:: Mea culpa ::

Sei que não sou o melhor exemplo para falar sobre escolhas profisisonais erradas não. Afinal, depois de ter feito vestibular para engenharia florestal, cursado dois anos de história, acabei me formando em direito, e, atualmente trabalho com administração de empresas. Mas as minhas confusões no entanto, não me impedem - nem de longe - de tratar dos meus assuntos com mais atenção e respeito a quem me confia o trabalho.
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:: Advogados ::

Não tenho o mau hábito de subestimar a capacidade intelectual do ser humano que, de fato, com trabalho e determinação pode ser o que quiser na vida. No entanto, acredito que alguns ofícios exigem um certo talento, uma habilidade natural, que permita fazer com que a técnica aprendida na universidade se harmonize com a prática de uma maneira menos dolorosa, eficiente, e, principalmente, útil para a sociedade que dela necessite.

Mas o milagre da multiplicação de cursos superiores neste país parece estar contribuindo para confusão das pessoas na hora de escolherem suas profissões.

Só por que você encontra uma faculdade de Direito em cada esquina da cidade, tal qual uma padaria (já que falei em milagre da multiplicação), todo mundo resolve fazer Direito. A situação se agrava dentro do curso, aonde você verifica que praticamente todo estudante de Direito acha que nasceu para ser juiz.

Por conta desse “insight” a maioria dos futuros juízes tende a menosprezar a advocacia, e encaram os anos na faculdade como um cursinho preparatório para concursos públicos. Depois que se formam, matriculam-se em um cursinho, agora sim, declaradamente prepraratório, e resolvem fazer da advocacia um “bico” para lhes garantir uns parcos mil reais por mês. Observação: digo parcos, por que, pelo menos no caso nos estudantes de faculdades particulares, os mil reais se tornam risíveis diante dos setecentos reais pagos a título de mensalidade. Tem isso também né? Alguns estudantes de direito não sabem fazer conta, mas tudo bem.

Tudo não passaria de um problema de umbigo mal resolvido, se essas atitudes não tivessem efeito fora das relações umbilicais. O problema é que todo mundo perde com esse tipo de escolha: perdem os bons advogados que trabalham com afinco e paixão, mas que acabam sofrendo com generalizações e levando má fama por causa do trabalho porco desses outros; perdem os clientes para quem esses “adevogados” são um gasto sem retorno; perde a justiça com tanta incompetência, e perde a sociedade que, no final das contas é que sustenta todo o aparato pelo qual caminham os processos.

Escrevi este texto chato por que, após duas horas de reunião com advogados não pude acreditar que o “plano de ação” sugerido por um deles estaria na dependência da relação e cópias de processos que até então eram tratados pelo outro. Duas horas de reunião para que? Para que tudo acabasse na máquina de xerox. Todo poder aos estagiários!
Sei que a relação com cartórios, principalmente os não informatizados nem sempre é das melhores, e que cópia pode ser algo complicado, mas saber PARA QUAIS PROCESSOS VOCE ESTÁ TRABALHANDO é elementar!

Deveria ser mais seletiva com o que me afetar, mas esse descuidado profissional me revolta.
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  Domingo, Abril 16, 2006

:: Bocó em fim de Páscoa ::

Como ainda não inventaram um Disk Nhá Bentas, fiquei aqui chupando o dedo nessa Páscoa. E por conta dessa frescuragem toda, agora estou com a maior cara de bocó por que a Páscoa acabou e eu não comi chocolates.
No entanto, não tenho o que reclamar do feriado. Embora o dia do milagre seja o domingo, na sexta-feira vivenciei um milagre ao receber a notícia de que passei em uma prova que eu já havia dado como perdida. Sábado foi dia de ter com velhos amigos bons momentos e boa comida, primeiro aqui em casa, depois pela noite de uma Vitória diferente, mais calma. Ah, sim, sábado também foi aniversário do Paulo, então digam "Parabéns PF"!. Hoje, domingo, foi dia de acertar as contas com Rubem Alves na companhia de chá quente com pastelzinho de belém e Chico Buarque ao fundo, bem baixinho.
ATUALIZAÇÃO: Muito feio da minha parte não ter mencionado que no domingo também recebi uma ligação lá "dos estrangeiro" de um cavaleiro errante.
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  Sexta-feira, Abril 14, 2006

:: Nha Bentas ::

Sempre impliquei com datas especiais, mas hoje, sexta-feira da paixão do ano de dois mil e seis, as Nhá Bentas me fizeram mudar de opinião.

Na vitrine de uma loja de chocolates, a visão era uma espécie de Monte Olimpo para mulheres em tempos de TPM: trufas, barrinhas de chocolate de todos os tamanhos, as tradicionais línguas de gato, amêndoas e macadâmias recobertas por chocolate, e até mesmo um sedutor ovo de páscoa com maracujá. Mas os olhos que viam aquilo tudo e pareciam não reagir, brilharam quando avistaram uma caixa de Nhá Bentas.

O perfume de cacau que me convidava para o interior da loja, logo acirrou meu desejo: Preciso daquelas Nhá Bentas! Pensei então em comprá-las. Repensei. Despensei (com “e” mesmo).

E então, aquela sensação de presentear, agradar, sorrir, se emocionar e perdoar por pura convenção social, que tanto me incomodada, cedeu lugar a um suspiro longo, desejoso por uma dúzia de Nhá Bentas.

As coisas e datas só se tornam especiais por que queremos. Mas cá entre nós, algumas coisas tem mais graça quando dentro de um certo simbolismo. Nha Bentas são um exemplo: não foram feitas para serem compradas - pelo menos, no meu caso.
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  Quarta-feira, Abril 12, 2006

:: Na área ::

Após dez longos e silenciosos meses ele está de volta. Preciso confessar que apesar da falta que ele fez foi um descanso, sobretudo para os meus ouvidos. Houve um tempo em que, se bobeasse, ao abrir a porta da geladeira, ela tocaria: Chiiiicleeeeeeteeeeeee, oba, oba! Mas tudo bem. É tempo de alegria.
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  Terça-feira, Abril 11, 2006

:: Suzanne ::

Desde ontem não páro de pensar na Suzanne, que agora voltou para a cadeia após a entrevista dada ao “Cansástico”. Tenho pena dela, mas tenho mais pena da mídia e das pessoas que a tomaram como um referencial para tudo o que existe de mais execrável no mundo em suas vidas.

Eu explico. Cheguei a conclusão que a Susanne é uma espécie de bode expiatório para muita gente, pois ela é tão má, que os faz sentir bons. Algumas pessoas precisam da maldade e da incoseqüencia alheia para exercerem toda a sua “humanidade” em julgamentos cheios de soberba e hipocrisia.

É lógico que ela estava forçando a barra ao fazer o tipo retardada, e que estava sendo orientada nesse sentido, mas o que as pessoas esperavam? Que ela confessasse em rede nacional que realmente mandou matar os pais? Isso todo mundo já sabe. Queriam que ela tivesse apenas dignidade para dizer que estava arrependida, sem fazer muita cena? Provavelmente as pessoas se impressionariam com a frieza dela se ela agisse assim. Ou se contetariam apenas com novos detalhes do crime, como verdadeiros abutres ansiosos pela carniça alheia?

Sinceramente não acredito que qualquer espécie de arrependimento (sincero ou forjado) aliviaria a barra dela perante a sociedade e a justiça, e nem que isso seria desculpa para o crime que ela cometeu. Aliás, é bom que fique claro que não estou defendendo ou pormenorizando a atitude dela, nem esquecendo-me das injustiças que ocorrem nesse país, aonde uma pessoa que rouba um litro de shampoo e um pote de manteiga vai para a cadeia, e outra, que participa de um crime hediondo fica em liberdade. Nada disso.

O que me impressiona é o falso moralismo das pessoas que, sentadinhas em seus camarotes diante do Show da Vida, anseiam pelo arrependimento e a ruína da pessoa por pura vaidade. Querem o arrependimento, mas num contexto de vexame e de impiedade.
Tudo bem. Vamos combinar que para essas pessoas o perdão, assim, gratuito, por um erro tão grave como o dela é privilégio para Jesus Cristo apenas.

Façam suas apostas e comprem suas pipocas, pois o show maior ainda está para acontecer em junho, durante o julgamento do crime.

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  Segunda-feira, Abril 10, 2006

:: I´m the walrus! ::

Sério. Se eu continuar neste ritmo de ansiedade, descontando tudo em amandita e sorvete de maracujá, vou acabar virando uma morsa marinha. Rosa, cheia de pintas e lenta eu já sou, só faltam mesmo os bigodes e as toneladas a mais.

Ah sim, meus Parabéns ao papai da Daniela (sim, por que até mesmo no seu dia, ela é que é a estrela) !
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  Domingo, Abril 09, 2006

:: É conversando que a gente se desentende ::


Leio e releio uma crônica de Rubem Alves, em que ele alerta aos casais que vivem brigando, e que imaginam que suas brigas devem-se ao fato de não se entenderem, para na seqüência, aconselhar-lhes: CUIDADO COM A CONVERSA!

Segundo ele, da conversa pode nascer a compreensão, e da compreensão pode surgir a separação. E é assim por que, frequentemente, é no exato momento da compreensão que a separação torna-se inevitável, pois nada garante que o compreendido seja gostado.

Um conselho assim parece ir contra tudo o que sempre ouvimos, inclusive, contra nossa reação natural de sempre querer entender as coisas. Pré-conceituações à parte, e ciente das artimanhas da ironia - perigosa ironia – hei de concordar com a premissa do meu cronista favorito.

A sede pelo entendimento racionaliza por demais o amor, que para continuar sendo vivido, dispensa razões. Transforma um sonho (que precisa continuar sendo sonhado) em realidade, e um simples “porque não!” em um milhão de desculpas esfarrapadas, ou em um milhão de verdades doídas , e tudo isso pode produzir compreensões insuportáveis.

Antes que os mais extremistas resolvam se fechar em covas, é preciso enfatizar que a relação amorosa acontece exatamente na conversa, quando você pode levar o outro para os seus caminhos. Nas próprias palavras do poeta "É a conversa que abre para o mundo interior, o que seduz a outra pessoa. Mas isso não quer dizer “vamos dialogar”, meio mecânico. Isso não funciona. Há determinadas coisas que não têm técnica, a gente precisa prestar atenção. É prestando atenção que a gente percebe quando é hora de falar e de se calar."

Se estiver com sede mecânica de conversa, puxe o freio e pense que "é conversando que a gente se desentende".

Mind your mind!


*O post repetido vai para uma pessoa que "adora" conversar, e para outra que estava com preguiça de ir nos arquivos procurar esse texto!
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:: Registro ::

Meu pai alugou " Willow - Na Terra da Magia" em DVD, e agora está lá na sala assistindo, concentradíssimo. Nada demais, mas isso mereceu um registro.
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:: Bom, ruim, assim, assim ::

Hoje também tem para todos os gostos: música para os ouvidos, palavras para os olhos, e, poesia para a alma.
Para ouvir com "os zuvido", você já sabe, é só clicar no link abaixo:
Agora, para sentir com a alma... Bem, para sentir, disponha do SEU tempo !
* Créditos para o Bial e para a morena linda (mais linda ainda quando ela "põe" aquele par de olhos verdes -minha cor predileta!) que me passou essas delícias.
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  Sábado, Abril 08, 2006

:: Mude ::

Uma morena bonita ouviu isso e lembrou-se de mim. É bem verdade que não são raras às vezes em que eu me embolo, me enrolo e me afobo em tanta mudança. Mas ainda assim, eu me permito mudar. Sempre! Feliz pela história, e feliz pela lembrança também!
Para ouvir, clique no link abaixo (dã!):
*Agradecimentos especiais ao meu amigo Bam-Bam pela consultoria gastro-sentimental-e-agora- bloguística, que me permitiu disponibilizar esse aquivo aqui para ocês, povo!
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  Sexta-feira, Abril 07, 2006

:: Um pouco de Nelson Rodrigues ::

Sinto muito, Nelson, mas se é verdade que para se ter o céu e a terra é preciso fingir-se de idiota, tenho motivos para acreditar que vou acabar no inferno.
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  Quinta-feira, Abril 06, 2006

:: El maldito del l´arjain! ::

Sábado a noite, saí com algumas pessoas e uma delas nos contou que sua avó pegou dinheiro emprestado numa financeira para colocar na poupança.
Pensei: "Tadinha, meu Deus!" É muita crueldade dessas financeiras, com suas propagandas repletas de atores globais, se aproveitar da inocência das pessoas idosas para lhes enfiar a faca com esses empréstimos e juros desmedidos.
Agora a pouco, uma pessoa muito próxima a mim, ligou-me perguntando se eu não poderia lhe emprestar um din-din, por que ele aplicou o seu dinheiro num fundo, mas agora havia se apertado, e se retirasse o dinheiro da aplicação ia ficar no prejuízo. Pensei, mas como não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir, acho que fiquei meio paralisada (igual ao Chaves ficava quando via a Bruxa do 71, lembram-se?)
Ai ai... A cada dia me convenço de que a ignorância das pessoas e o apetite dos Bancos e Financeiras ainda vão levar este país para o buraco.
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  Quarta-feira, Abril 05, 2006

:: Tenho cara? ::

Cada vez que olho minha caixa de e-mails me convenço de que tenho cara de Hermafrodita, e ainda por cima, do "pinta-silgo" pequeno. Nunca vi alguém receber tanto SPAM com propagandas de "enlarge your penis". Inferno!
Mas tudo bem, porque o meu amigo Sandrovisck vai me passar um programa bem legal (leia-se bem FÁCIL!) de anti-spam.
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:: Eu ::



Nova foto para o perfil. Mais colorida para combinar com você, Docinho!
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:: Será ? ::

Será que hoje à noite você vai ficar assim, Docinho?
ATUALIZAÇÃO: Que legal, que legal!
Agora você está colorido e bem mais docinho, graças ao trabalho de uma profissional (a marca tá no cantinho direito do blog, quem se interessar, tem a minha recomendação!)

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  Terça-feira, Abril 04, 2006

:: Noticiário ::

Japão alega escassez de biomassa para não cumprir metas de Kioto. 04/04/2006 - 17:24:33 Redação Terra
Além disso, é mais prático financiar um monte de ONG´s vagabundas para pentelharem os países do terceiro mundo.
Estudo diz que Jesus não andou sobre a água, mas sobre o gelo. 04/04/2006 - 20:11:41 Redação Terra
Impressionante, mas há alguns anos o pai de um ex-namorado me ga-ran-tiu que Jesus havia andado sobre um mangue.

Navio que vai transformar ES no 2º maior produtor nacional de petróleo chega a Vitória. 04/04/2006 - 20:39:35 Redação Gazeta Rádios e Internet

Desconfio que todo o petróleo do ES esteja concentrado em Jardim Camburi. Só isso explica um apto de 50m2 custar 150 mil reais, muito bem justificados pelo corretor " É o petróleo, né!?". Faz 20 anos que escuto essa história de que o Petróleo vai transformar o ES numa potência, mas se eles insistem...

Lula conversa amanhã com astronauta brasileiro. 04/04/2006 - 20:51:52 Redação Terra
Campanha eleitoral? Imagina... Vai rolar um"Merchan" até para as estrelas. Imperdível.


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  Segunda-feira, Abril 03, 2006

:: Os axiomas de Zurique ::


Há quem critique com critério; e há quem critique apenas por hábito. Quem não critica? Bem, quem não critica, das duas uma: ou tem vergonha de falar que já foi, digamos, “iluminado” por algum deles, ou porque simplesmente não lhe faz o gênero. Estou falando dos livros baseados em experiências ou aconselhamentos, também chamados de auto-ajuda.

Não há como negar que a maioria dos autores de obras de auto-ajuda se aproveita de uma situação de fragilidade do ser humano para adentrar nas cabecinhas fracas e maltratadas do homem moderno para, tal qual verdadeiros “Déspotas Esclarecidos”, lhes falar de coisas óbvias.

Mas, quem disse que o óbvio é tão simples de ser falado? Eu, por exemplo, tenho a maior dificuldade de tratar de coisas óbvias de maneira direta e menos barroca. Falar do óbvio, quando este não se resume meramente a um amontoado de clichès, é uma arte.

Pois bem. Mesmo correndo o risco de estar forçando um pouco a barra ao classificar “Os Axiomas de Zurique”, um livro que reúne os conselhos de banqueiros suíços para orientar investimentos, como uma espécie de obra de auto-ajuda, eu diria que esse livro tem se revelado muito interessante, seja iluminando o tortuoso universo das minhas finanças, seja deixando algumas lições a respeito das atitudes das pessoas diante do dinheiro.

São doze grandes axiomas que, a primeira vista, podem se revelar assustadores, exatamente porque contradizem alguns dos mais estimados clichès que a industria de aconselhamento financeiro (e sentimental) costuma oferecer. Mas depois do susto vem a ignorância, e depois da ignorância, tcha-raaaaammmm.... A luz!

Fica a dica.
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:: Terra de blog e primeiro de abril ::

Como em terra de blog ninguém deve explicações a ninguém, vou fingir que não escrevi o post abaixo, e, com a cara mais deslavada do mundo, mudar totalmente de assunto com um post sobre um livro que estou lendo.
Mas antes, apenas uma consideração sobre o último sábado, o "primeiro de abril de 2006": era para ser o dia da mentira, mas não é que foi o dia da verdade?
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