Domingo, Abril 30, 2006
:: Enquanto isso... ::
:: Sábio Riobaldo ::
Sábado, Abril 29, 2006
:: A melhor parte: compras! ::
:: Minha vida de rock ::
Ontem saí para o rock, literalmente falando, porque capixaba tem mania de dizer que sai para o rock, mesmo que esse rock seja um forró. Fui para um show de uma banda que eu mal conhecia, com meu irmão mais novo (fim de carreira sair com irmão mais novo né? ). Sonoramente eles são até bons, embora eu ache a presença um pouco agressiva para o meu gosto pop-britânico, mas eu me senti a Tiazona no meio daquela garotada toda. É meus docinhos, quando a idade chega não tem jeito.
O fato é que acordei com uma dor de cabeça infernal hoje. Tomei uns três remédios diferentes e nada dela passar. Inconformada, sem entender o motivo da dor de cabeça, afinal, ontem eu não bebi uma gotinha de alcool sequer, comentei o fato com a Rakell que me perguntou se havia muita gente fumando no show. Na hora que ela falou isso me veio a mente a imagem daquele fumacê que eu, na minha santa inocência, achava que era gelo sêco. Conclusão: eu estava EMACONHADA! Ninguém merece.
Hoje tem outro show de rock (mais o meu estilo), mas eu espero sinceramente não acordar emaconhada no dia seguinte.
Quinta-feira, Abril 27, 2006
:: Blog é Blog e Flog é Flog; eu sei! ::
Na foto: Suéd, Rakell, eu e Nina.


Essas fotos foram boas para lembrar como praia pode ser um lugar agradável.
:: Desagradável ::
Só mesmo aqueles bom-bons de figo, banana e uva passa da caixa de chocolates da Garoto que ninguém gosta, mas é obrigado a comer (no meu caso, eu costumo raspar com o dente só a cobertura de chocolate).
Affe.
Quarta-feira, Abril 26, 2006
|Terça-feira, Abril 25, 2006
:: Papacão ::
:: Feriado !Pantz! ::
Essa primeira foto foi tirada num lugar lindo onde havia uma casa linda e nessa casa linda havia uma árvore linda, além de lindas mesas de sinuca e ping pong, e até mesmo um lindo campo de bocha. Olhem só:
Nesta foto algumas pessoas lindas (e loucas): Sandro, Nina, Sued, Rake, eu e Cred.
Aviso aos navegantes: como tenho muitas histórias e muiiiitas fotos, pode ser que este doce blog, faça as vezes de fotoblog por enquanto, tá?
Domingo, Abril 23, 2006
|Quinta-feira, Abril 20, 2006
:: Sobre sapos e príncipes ::
E eu que achava que sabia tudo sobre estórias entre sapos e príncipes, me surpreendi com essa aqui, retirada da crônica "Aos namorados, com carinho", do Rubem Alves (aliás, este blog deveria se chamar ODE A RUBEM ALVES). Espero que gostem!Primeira: todo príncipe que é submetido a uma dieta de camarões sem trégua vira sapo.
Segunda: há sapos resistentes a beijos. Prova disso é a estória da princezinha que deixou cair no açude uma bola de ouro que seu pai lhe dera de presente (o rei era doidão, sem juízo). Ouvindo o choro da menina, saiu da água um enorme sapo de olhos esbugalhados que disse que lhe daria a bola de ouro se ela concordasse em dormir com ele. Até hoje sapos dizem a mesma coisa a meninas tolas. A menina concordou, mas logo que se viu de posse da bola saiu em desabalada carreira, deixando para trás o sapo e seus pulos. Mas o sapo não se deu por vencido. Foi ao palácio, chamou o rei, relatou o acontecido, e o rei, doidão e sem juízo como já afirmamos, obrigou a menina a dormir com o sapo. Quando o sapo se aproximou dela, ela teve tanto nojo que o pegou por uma perna e o jogou contra a parede. Foi zás-traz. Ao cair no chão o sapo virou um garboso príncipe. Assim é: há sapos que só se transformam em príncipes quando são jogados contra a parede. Tente essa técnica.
Terceira: Se, após a magia dos beijos e a magia de se jogar o sapo na parede, o sapo continuar sapo, é porque ele é sapo mesmo. Não há magia que resolva.
Nesse caso, a única solução é você virar sapa. Porque, se você for sapa, você achará o seu sapo um príncipe maravilhoso. Terão, então, muitos sapinhos.
Você me pergunta sobre o que fazer quando o coração acredita firmemente que o sapo é principe e o sapo diz que ele é sapo mesmo, geneticamente, não sendo coisa de opção... O que fazer? Acho que é preciso desconfiar do coração. O coração é ótimo para amar. Mas, por isso mesmo, sua sopiniões não são confiáveis. Pode ser que o sapo esteja dizendo a verdade.
A vantagem do sapo é que ele nunca baterá as asas, como o pássaro. Muita gente prefere sapos a pássaros. Os sapos são mais confiáveis. A gente sempre sabe onde estão: no charco. Já os pássaros – onde estarão? Como é dolorido vê-los aprontando para a partida!
A vantagem dos pássaros sobre os sapos é que eles são belos: seres indomáveis, selvagens.
Uma pergunta: por que é que você não deixa de ser a menina e transforma-se no pássaro? Bata as asas. Deixe o sapo esperando. Feito a Shirley Valentine. Quem sabe a magia acontecerá? Ainda não se testou o poder da saudade no coração dos sapos. Pode ser que funcione.”
Quarta-feira, Abril 19, 2006
:: E falando em retratos... ::
Terça-feira, Abril 18, 2006
:: Você no seu retrato ::
Hoje seria um dia qualquer se não fossem os retratos. Os mesmos retratos do poema de Cassiano Ricardo, a quem deu razão Rubem Alves na crônica "Por que a rosa não mais floresce?", e que eu me dou o direito de trancrevê-la à minha ordem invertida.Segunda-feira, Abril 17, 2006
:: Mea culpa ::
:: Advogados ::
Mas o milagre da multiplicação de cursos superiores neste país parece estar contribuindo para confusão das pessoas na hora de escolherem suas profissões.
Só por que você encontra uma faculdade de Direito em cada esquina da cidade, tal qual uma padaria (já que falei em milagre da multiplicação), todo mundo resolve fazer Direito. A situação se agrava dentro do curso, aonde você verifica que praticamente todo estudante de Direito acha que nasceu para ser juiz.
Por conta desse “insight” a maioria dos futuros juízes tende a menosprezar a advocacia, e encaram os anos na faculdade como um cursinho preparatório para concursos públicos. Depois que se formam, matriculam-se em um cursinho, agora sim, declaradamente prepraratório, e resolvem fazer da advocacia um “bico” para lhes garantir uns parcos mil reais por mês. Observação: digo parcos, por que, pelo menos no caso nos estudantes de faculdades particulares, os mil reais se tornam risíveis diante dos setecentos reais pagos a título de mensalidade. Tem isso também né? Alguns estudantes de direito não sabem fazer conta, mas tudo bem.
Tudo não passaria de um problema de umbigo mal resolvido, se essas atitudes não tivessem efeito fora das relações umbilicais. O problema é que todo mundo perde com esse tipo de escolha: perdem os bons advogados que trabalham com afinco e paixão, mas que acabam sofrendo com generalizações e levando má fama por causa do trabalho porco desses outros; perdem os clientes para quem esses “adevogados” são um gasto sem retorno; perde a justiça com tanta incompetência, e perde a sociedade que, no final das contas é que sustenta todo o aparato pelo qual caminham os processos.
Escrevi este texto chato por que, após duas horas de reunião com advogados não pude acreditar que o “plano de ação” sugerido por um deles estaria na dependência da relação e cópias de processos que até então eram tratados pelo outro. Duas horas de reunião para que? Para que tudo acabasse na máquina de xerox. Todo poder aos estagiários!
Deveria ser mais seletiva com o que me afetar, mas esse descuidado profissional me revolta.
Domingo, Abril 16, 2006
:: Bocó em fim de Páscoa ::
Sexta-feira, Abril 14, 2006
:: Nha Bentas ::
Na vitrine de uma loja de chocolates, a visão era uma espécie de Monte Olimpo para mulheres em tempos de TPM: trufas, barrinhas de chocolate de todos os tamanhos, as tradicionais línguas de gato, amêndoas e macadâmias recobertas por chocolate, e até mesmo um sedutor ovo de páscoa com maracujá. Mas os olhos que viam aquilo tudo e pareciam não reagir, brilharam quando avistaram uma caixa de Nhá Bentas.
O perfume de cacau que me convidava para o interior da loja, logo acirrou meu desejo: Preciso daquelas Nhá Bentas! Pensei então em comprá-las. Repensei. Despensei (com “e” mesmo).
E então, aquela sensação de presentear, agradar, sorrir, se emocionar e perdoar por pura convenção social, que tanto me incomodada, cedeu lugar a um suspiro longo, desejoso por uma dúzia de Nhá Bentas.
As coisas e datas só se tornam especiais por que queremos. Mas cá entre nós, algumas coisas tem mais graça quando dentro de um certo simbolismo. Nha Bentas são um exemplo: não foram feitas para serem compradas - pelo menos, no meu caso.
Quarta-feira, Abril 12, 2006
:: Na área ::
Após dez longos e silenciosos meses ele está de volta. Preciso confessar que apesar da falta que ele fez foi um descanso, sobretudo para os meus ouvidos. Houve um tempo em que, se bobeasse, ao abrir a porta da geladeira, ela tocaria: Chiiiicleeeeeeteeeeeee, oba, oba! Mas tudo bem. É tempo de alegria.Terça-feira, Abril 11, 2006
:: Suzanne ::
Eu explico. Cheguei a conclusão que a Susanne é uma espécie de bode expiatório para muita gente, pois ela é tão má, que os faz sentir bons. Algumas pessoas precisam da maldade e da incoseqüencia alheia para exercerem toda a sua “humanidade” em julgamentos cheios de soberba e hipocrisia.
É lógico que ela estava forçando a barra ao fazer o tipo retardada, e que estava sendo orientada nesse sentido, mas o que as pessoas esperavam? Que ela confessasse em rede nacional que realmente mandou matar os pais? Isso todo mundo já sabe. Queriam que ela tivesse apenas dignidade para dizer que estava arrependida, sem fazer muita cena? Provavelmente as pessoas se impressionariam com a frieza dela se ela agisse assim. Ou se contetariam apenas com novos detalhes do crime, como verdadeiros abutres ansiosos pela carniça alheia?
Sinceramente não acredito que qualquer espécie de arrependimento (sincero ou forjado) aliviaria a barra dela perante a sociedade e a justiça, e nem que isso seria desculpa para o crime que ela cometeu. Aliás, é bom que fique claro que não estou defendendo ou pormenorizando a atitude dela, nem esquecendo-me das injustiças que ocorrem nesse país, aonde uma pessoa que rouba um litro de shampoo e um pote de manteiga vai para a cadeia, e outra, que participa de um crime hediondo fica em liberdade. Nada disso.
O que me impressiona é o falso moralismo das pessoas que, sentadinhas em seus camarotes diante do Show da Vida, anseiam pelo arrependimento e a ruína da pessoa por pura vaidade. Querem o arrependimento, mas num contexto de vexame e de impiedade.
Façam suas apostas e comprem suas pipocas, pois o show maior ainda está para acontecer em junho, durante o julgamento do crime.
Segunda-feira, Abril 10, 2006
:: I´m the walrus! ::
Ah sim, meus Parabéns ao papai da Daniela (sim, por que até mesmo no seu dia, ela é que é a estrela) !
Domingo, Abril 09, 2006
:: É conversando que a gente se desentende ::

Leio e releio uma crônica de Rubem Alves, em que ele alerta aos casais que vivem brigando, e que imaginam que suas brigas devem-se ao fato de não se entenderem, para na seqüência, aconselhar-lhes: CUIDADO COM A CONVERSA!
Segundo ele, da conversa pode nascer a compreensão, e da compreensão pode surgir a separação. E é assim por que, frequentemente, é no exato momento da compreensão que a separação torna-se inevitável, pois nada garante que o compreendido seja gostado.
Um conselho assim parece ir contra tudo o que sempre ouvimos, inclusive, contra nossa reação natural de sempre querer entender as coisas. Pré-conceituações à parte, e ciente das artimanhas da ironia - perigosa ironia – hei de concordar com a premissa do meu cronista favorito.
A sede pelo entendimento racionaliza por demais o amor, que para continuar sendo vivido, dispensa razões. Transforma um sonho (que precisa continuar sendo sonhado) em realidade, e um simples “porque não!” em um milhão de desculpas esfarrapadas, ou em um milhão de verdades doídas , e tudo isso pode produzir compreensões insuportáveis.
Antes que os mais extremistas resolvam se fechar em covas, é preciso enfatizar que a relação amorosa acontece exatamente na conversa, quando você pode levar o outro para os seus caminhos. Nas próprias palavras do poeta "É a conversa que abre para o mundo interior, o que seduz a outra pessoa. Mas isso não quer dizer “vamos dialogar”, meio mecânico. Isso não funciona. Há determinadas coisas que não têm técnica, a gente precisa prestar atenção. É prestando atenção que a gente percebe quando é hora de falar e de se calar."
Se estiver com sede mecânica de conversa, puxe o freio e pense que "é conversando que a gente se desentende".
Mind your mind!
*O post repetido vai para uma pessoa que "adora" conversar, e para outra que estava com preguiça de ir nos arquivos procurar esse texto!
:: Registro ::
:: Bom, ruim, assim, assim ::
Sábado, Abril 08, 2006
:: Mude ::
Sexta-feira, Abril 07, 2006
:: Um pouco de Nelson Rodrigues ::
Quinta-feira, Abril 06, 2006
:: El maldito del l´arjain! ::
Quarta-feira, Abril 05, 2006
:: Tenho cara? ::
Terça-feira, Abril 04, 2006
:: Noticiário ::
Navio que vai transformar ES no 2º maior produtor nacional de petróleo chega a Vitória. 04/04/2006 - 20:39:35 Redação Gazeta Rádios e Internet
Desconfio que todo o petróleo do ES esteja concentrado em Jardim Camburi. Só isso explica um apto de 50m2 custar 150 mil reais, muito bem justificados pelo corretor " É o petróleo, né!?". Faz 20 anos que escuto essa história de que o Petróleo vai transformar o ES numa potência, mas se eles insistem...
Segunda-feira, Abril 03, 2006
:: Os axiomas de Zurique ::

Há quem critique com critério; e há quem critique apenas por hábito. Quem não critica? Bem, quem não critica, das duas uma: ou tem vergonha de falar que já foi, digamos, “iluminado” por algum deles, ou porque simplesmente não lhe faz o gênero. Estou falando dos livros baseados em experiências ou aconselhamentos, também chamados de auto-ajuda.
Não há como negar que a maioria dos autores de obras de auto-ajuda se aproveita de uma situação de fragilidade do ser humano para adentrar nas cabecinhas fracas e maltratadas do homem moderno para, tal qual verdadeiros “Déspotas Esclarecidos”, lhes falar de coisas óbvias.
Mas, quem disse que o óbvio é tão simples de ser falado? Eu, por exemplo, tenho a maior dificuldade de tratar de coisas óbvias de maneira direta e menos barroca. Falar do óbvio, quando este não se resume meramente a um amontoado de clichès, é uma arte.
Pois bem. Mesmo correndo o risco de estar forçando um pouco a barra ao classificar “Os Axiomas de Zurique”, um livro que reúne os conselhos de banqueiros suíços para orientar investimentos, como uma espécie de obra de auto-ajuda, eu diria que esse livro tem se revelado muito interessante, seja iluminando o tortuoso universo das minhas finanças, seja deixando algumas lições a respeito das atitudes das pessoas diante do dinheiro.
São doze grandes axiomas que, a primeira vista, podem se revelar assustadores, exatamente porque contradizem alguns dos mais estimados clichès que a industria de aconselhamento financeiro (e sentimental) costuma oferecer. Mas depois do susto vem a ignorância, e depois da ignorância, tcha-raaaaammmm.... A luz!
Fica a dica.











