Quinta-feira, Março 30, 2006
|Quarta-feira, Março 29, 2006
:: Guaraná Kuat ::
Talvez eu me impressionasse com o fato de uma pessoa aparentemente normal estar por dentro das mais incríveis teorias da conspiração já imaginadas, dos mais novos golpes que andam sendo aplicados na praça, e de todas as mais modernas técnicas de assaltos e seqüestros relâmpago que assolam cidades, estados, países, planetas e até mesmo constelações!
Tudo isso, claro, com uma SUPER DICA na ponta da língua (ou seria na ponta do teclado?) para que você esteja atento a tudo e não seja mais uma vítima desses tipos de acontecimentos tão desagradáveis. Enfim, um verdadeiro serviço de utilidade pública.
É possível que eu me impressionasse sim, se eu não conhecesse tão intimamente essa pessoa, e se eu não soubesse que, quase tudo que ela assimila, tem origem em um e-mail disparado a esmo na internet.
Por exemplo, vocês sabiam que o Boris Casoy foi demitido da Record só para não falar mal do Lula?
E que o Mc Donalds daqui de Vitória foi fechado, possivelmente, por ter a vigilância sanitária encontrado um ninho de cobras no parquinho das crianças? Aliás, sobre este caso, me admira a santa paciência das peçonhentas que, além de terem escolhido como moradia uma piscina cheia de bolinhas coloridas de plástico, nunca deixaram escapar uma picadinha em uma das crianças (uma só, bem de leve, apenas para os capetinhas, atolados de conservantes após tanto “quétichups”, aprenderem o que é bom para tosse!).
Mas, o fato é que hoje, a impressionante história que eu recebi fala sobre o Guaraná Kuat (ALERTA GERAL! PERIGO PARA A SAÚDE, esse era o título do e-mail). Meus pais e minha avó estão afogados em culpa, pois segundo o e-mail o Guaraná Kuat causa paralisia na função renal, e, por uma infelicidade do destino, este é, em parte, o meu caso.
É possível que eu me impressionasse sim, se eu não conhecesse tão intimamente essa pessoa, e se eu não soubesse que, quase tudo que ela assimila, tem origem em um e-mail disparado a esmo na internet.
Por exemplo, vocês sabiam que o Boris Casoy foi demitido da Record só para não falar mal do Lula?
E que o Mc Donalds daqui de Vitória foi fechado, possivelmente, por ter a vigilância sanitária encontrado um ninho de cobras no parquinho das crianças? Aliás, sobre este caso, me admira a santa paciência das peçonhentas que, além de terem escolhido como moradia uma piscina cheia de bolinhas coloridas de plástico, nunca deixaram escapar uma picadinha em uma das crianças (uma só, bem de leve, apenas para os capetinhas, atolados de conservantes após tanto “quétichups”, aprenderem o que é bom para tosse!).
Mas, o fato é que hoje, a impressionante história que eu recebi fala sobre o Guaraná Kuat (ALERTA GERAL! PERIGO PARA A SAÚDE, esse era o título do e-mail). Meus pais e minha avó estão afogados em culpa, pois segundo o e-mail o Guaraná Kuat causa paralisia na função renal, e, por uma infelicidade do destino, este é, em parte, o meu caso.
O e-mail é verdadeiramente assustador. Fala de 20 pessoas que deram entrada no Hospital das Clínicas com paralisia nos rins e suspeita de câncer no reto, logo após ingerirem altas doses de Guaraná Kuat. Fala, inclusive, que a Direção da Coca-cola já assumiu a culpa e vai indenizar as vítimas.
Serááááá? Pelo sim, pelo não, minha mãe, quer que eu averigue isso a fundo. Meu pai, por sua vez, disse que não vai comprar refrigerante nunca mais. E minha avó já tratou de espalhar a notícia para todo o condomínio.
Peraí... Meu pai disse que não vai mais comprar refrigerente? Nunca mais? Isso sim é que é sério!
ATUALIZAÇÃO: O Boris Casoy está dizendo na Isto É que, de fato, sofreu ameaças. Pois é, né!
Domingo, Março 26, 2006
|Sábado, Março 25, 2006
:: É conversando que a gente se desentente ::
Leio e releio uma crônica de Rubem Alves, em que ele alerta aos casais que vivem brigando, e que imaginam que suas brigas devem-se ao fato de não se entenderem, para na seqüência, aconselhar-lhes: CUIDADO COM A CONVERSA!Segundo ele, da conversa pode nascer a compreensão, da compreensão pode surgir a separação. Assim o é, por que, frequentemente, é no exato momento da compreensão que a separação torna-se inevitável, haja vista que nada garante que o compreendido seja gostado.
A princípio, este conselho parece ir contra tudo o que sempre ouvimos, inclusive, contra nossa reação natural de sempre querer entender as coisas. Pré-conceituações à parte, e ciente das artimanhas da ironia - perigosa ironia – hei de concordar com a premissa do meu cronista favorito.
A sede pelo entendimento racionaliza por demais o amor, transformando um sonho (que precisa continuar sendo sonhado) em realidade, e um simples “porque não!” em um milhão de desculpas esfarrapadas, ou em um milhão de verdades doídas , e tudo isso pode produzir compreensões insuportáveis.
Antes que os mais extremistas resolvam se fechar em covas, é preciso enfatizar que a relação amorosa acontece exatamente na conversa, quando você pode levar o outro para os seus caminhos. Nas próprias palavras do poeta "É a conversa que abre para o mundo interior, o que seduz a outra pessoa. Mas isso não quer dizer “vamos dialogar”, meio mecânico. Isso não funciona. Há determinadas coisas que não têm técnica, a gente precisa prestar atenção. É prestando atenção que a gente percebe quando é hora de falar e de se calar."
Se estiver com sede mecânica de conversa, puxe o freio e pense que "é conversando que a gente se desentende".
Mind your mind!
Sexta-feira, Março 24, 2006
|:: TOsKUT, MSN e tempos modernos ::
AGORA eu começo a entender o estranho fenômeno pelo qual as pessoas andam se deletando aos poucos do Orkut. Aquilo lá pode ser muito tosko diante de pessoas incovenientes e sem "loção" das coisas.
Antigamente, quando as pessoas ficavam de mal umas com as outras tudo se resolvia com um "belém-belém, nunca mais tô de bem"; hoje elas resolvem deletar umas as outras no Orkut ou bloquear no MSN. Sobre essa segunda retaliação faço ainda outra consideração: o mais constrangedor em ser bloqueada no MSN é ser desbloqueada depois, e em seguida bloqueada novamente, desbloqueada, e bloqueada...
Mas, pensando bem não há motivos para tanto sentimento em torno disso, há?
As coisas boas que vieram com o Orkut, com o Msn e com a modernidade conseguem dar conta de superar os seus inconvenientes.
Atualização -> Post devidamente editado.
:: Ainda sobre ontem: Deputada Angela Guadagnin ::
Eu bem que queria expressar a minha indignação sobre aquela perereca azeda saltitando no plenário da Câmara dos Deputados em comemoração à absolvição de seu colega de partido, que confessou a CPI dos Correios ter embolsado mais de 400 mil reais do "valerioduto", mas a vergonha que sinto aniquila, por ora, a minha capacidade de raciocinar.
Então, indico a quem tiver orkut, esta comunidade recém-criada por um colega:
E, se você não assistiu a esta cena lamentável, veja aqui:
:: " Se estrepei"! ::

Escutei isso ontem à noite, durante a novela, e acho que a expressão resume muito bem a minha estadia no SPA, aonde em dois míseros dias, eu “se estrepei” e me entrevei.
Dizem que cabeça vazia é oficina para o Diabo, pois eu digo que alma vazia é a morada das doenças. Saravá, coisa ruim!
Em suma: nem mais gostosa, nem mais leve, e praticamente “dedeta”, fico com a certeza de que mudam-se os lugares, vão-se as pessoas, mas os problemas permanecem. Fugir deles além de covardia é atraso de vida. Vida perdida.
Bem, deixa eu tratar dos meus tendões, para que o meu dedão SAIA DEBAIXO DO MEU DEDO MÉDIO, e volte a ser o imponente dedão do meu pé esquerdo.
Terça-feira, Março 21, 2006
| | |Segunda-feira, Março 20, 2006
:: Arubuuu ::
Enquanto isso, numa sala de aula no interior de Tocantins, a professora pergunta:
- Quem pode me dar um exemplo de uma palavra que começa com a vogal "A"?
- Eu, professora!
- Então diga.
- Arubu!
"Orubu" é tão clássico como "imbigo", a-go-ra, ARUBU foi imbatível!
E olhem que isso não foi dito pelo Joãosinho em uma piada.
- Quem pode me dar um exemplo de uma palavra que começa com a vogal "A"?
- Eu, professora!
- Então diga.
- Arubu!
"Orubu" é tão clássico como "imbigo", a-go-ra, ARUBU foi imbatível!
E olhem que isso não foi dito pelo Joãosinho em uma piada.
:: Procurando bem, todo mundo tem ::

Ciranda da Bailarina
Procurando bem, todo mundo tem pereba, marca de bexiga ou vacina.
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba. Só a bailarina que não tem.
E não tem coceira, berruga nem frieira, nem falta de maneira, ela não tem.
Futucando bem, todo mundo tem piolho, ou tem cheiro de creolina.
Todo mundo tem um irmão meio zarolho. Só a bailarina que não tem.
Nem unha encardida, nem dente com comida, nem casca de ferida, ela não tem.
Não livra ninguém: todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina.
Teve escarlatina, ou tem febre amarela. Só a bailarina que não tem.
Medo de subir, gente, medo de cair, gente, medo de vertigem. Quem não tem?
Confessando bem, todo mundo faz pecado, logo assim que a missa termina.
Todo mundo tem um primeiro namorado. Só a bailarina que não tem.
Sujo atrás da orelha, bigode de groselha, calcinha um pouco velha. Ela não tem.
O padre também, pode até ficar vermelho, se o vento levanta a batina.
Reparando bem, todo mundo tem pentelho. Só a bailarina que não tem.
Sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na família.
Quem não tem? Procurando bem, todo mundo tem...
°
Penso que só mesmo o Chico Buarque (e o Edu Lobo) para mandarem este recado com tanta maestria.
:: IMC ::
Impressionada com o fato da minha amiga de infância ter usado uma roupa que usamos HÁ QUINZE anos, quando tínhamos fofíssemos 10 aninhos de idade, elogiei (leia-se invejei)
a sua forma física, o que originou o diálogo abaixo:
- Mas você está magra segundo o seu IMC...
- Dani, e você conhece alguém que esteja gordo para o IMC?
(Silêncio providencial)
- Er... Não.
Conclusão: em boca fechada não entra mosquito e nem comida!
A propósito a formula do IMC é PESO/ALTURAXALTURA.
a sua forma física, o que originou o diálogo abaixo:
- Mas você está magra segundo o seu IMC...
- Dani, e você conhece alguém que esteja gordo para o IMC?
(Silêncio providencial)
- Er... Não.
Conclusão: em boca fechada não entra mosquito e nem comida!
A propósito a formula do IMC é PESO/ALTURAXALTURA.
Domingo, Março 19, 2006
:: Fenfafional ::
Simplesmente fen-fa-fi-o-nal:
"They keep saying the right person will come along.
I think mine got hit by a truck."
Pérola descoberta pela Lu.
"They keep saying the right person will come along.
I think mine got hit by a truck."
Pérola descoberta pela Lu.
:: O pai, o pescador e o presidente ::
Este não é um texto para falar da coincidência inicial entre um pai, um pescador e um presidente, ou para tratar dos contrastes que existem entre eles, e que devem ser respeitados.
Trata-se de um texto com um significado mais íntimo, posto que originou-se de um e-mail trocado entre marido e mulher, e que chegou a minha e-box por meio das mãos ansiosas da esposa (ah, sempre a mulher! Dirão os homens).
Certo dia, antes dos primeiros raios de sol iluminarem o horizonte sobre o atlântico, o pai seguiu para o alto-mar a fim de pescar com alguns amigos. Em contato direto com a natureza, ele talvez tenha percebido que o ser humano é um elemento coadjuvante naquela imensidão tão azul e tão pura. Foi quando durante uma conversa com o condutor do barco que os levava, ele desceu ao mundo do pescador, um sujeito humilde, mas culto conhecedor do seu ofício. Achou por bem não levar a ele o seu mundo complicado e nenhum dos seus assuntos, limitando-se a ouvir e aprender com ele como viver em um mundo mais simples, porém verdadeiro.
Findada a pescaria - nivel de stress zerado – despediram-se os amigos daquele mundo quase que perdido.
Às oito horas do dia seguinte, já em terra firme, levantou-se para ter com o presidente de uma grande empresa uma reunião. Esperou, pacientemente, até as 20:30, quando foi recebido com quatro patas pelo presidente. Surpreendeu-se consigo mesmo, por não ter enfrentado com veemência aquela pessoa que, apoiado em poder, sentiu-se a vontade para abusar da situação. Achou por bem não levar a ele os seus assuntos - que por direito deveria tratar - limitando-se a ouvi-lo e entender um outro mundo, mais complicado, e nem tão verdadeiro assim.
Após aquela conversa e já no hotel em que ficaria pela terceira noite longe da esposa e filhos, pôs-se a pensar sobre um terceiro mundo: o seu próprio mundo.
Num exercício de memória e história que os tempos modernos nem sempre nos permitem fazer (ao menos sem a culpa de que, ao invéz de simplesmente disperdiçar o tempo em pensar coisas do tipo, poderíamos estar estabelecendo contatos, fazendo projetos e ganhando mais dinheiro) permitiu-se então o sacrilégio.
Após uma breve e emocionada reflexão sobre sua vida, percebeu que, por toda a sua história, não haveria de se encantar com um mundo e nem ir de encontro ao outro, afinal, nem todos pescadores se reconhecem na simplicidade, e nem todos presidentes se reconhecem na arrogância. Pescador não é simples por natureza, nem presidente arrogante de nascença. Nem mesmo a poderosa força das raízes que sustentam uma pessoa as inibe de fazerem suas próprias escolhas ao longo da vida. Não nos cabe justificar as atitudes mais certas ou mais erradas das pessoas. Tudo é, senão, uma questão de escolha.
Se ele já esqueceu o que escreveu no e-mail; se faz diferente do que escreve; se eu dei ares de romance a experiência daquele pai e se, concluí aquilo que, na verdade, era o que eu gostaria de de ter lido? Pode ser que sim. Mas, me dou essa liberdade.
Prefiro acreditar que a verdade ou a mentira da vida está nas bases que você constrói, e que a certeza sobre o acerto ou o erro da minha escolha eu encontrarei no abraço quentinho e sincero que me aguarda após uma manhã de pescaria ou uma reunião de negócios. Este abraço sim, há de perpassar tantos mundos quantos forem os homens nessa vida.
Trata-se de um texto com um significado mais íntimo, posto que originou-se de um e-mail trocado entre marido e mulher, e que chegou a minha e-box por meio das mãos ansiosas da esposa (ah, sempre a mulher! Dirão os homens).
Certo dia, antes dos primeiros raios de sol iluminarem o horizonte sobre o atlântico, o pai seguiu para o alto-mar a fim de pescar com alguns amigos. Em contato direto com a natureza, ele talvez tenha percebido que o ser humano é um elemento coadjuvante naquela imensidão tão azul e tão pura. Foi quando durante uma conversa com o condutor do barco que os levava, ele desceu ao mundo do pescador, um sujeito humilde, mas culto conhecedor do seu ofício. Achou por bem não levar a ele o seu mundo complicado e nenhum dos seus assuntos, limitando-se a ouvir e aprender com ele como viver em um mundo mais simples, porém verdadeiro.
Findada a pescaria - nivel de stress zerado – despediram-se os amigos daquele mundo quase que perdido.
Às oito horas do dia seguinte, já em terra firme, levantou-se para ter com o presidente de uma grande empresa uma reunião. Esperou, pacientemente, até as 20:30, quando foi recebido com quatro patas pelo presidente. Surpreendeu-se consigo mesmo, por não ter enfrentado com veemência aquela pessoa que, apoiado em poder, sentiu-se a vontade para abusar da situação. Achou por bem não levar a ele os seus assuntos - que por direito deveria tratar - limitando-se a ouvi-lo e entender um outro mundo, mais complicado, e nem tão verdadeiro assim.
Após aquela conversa e já no hotel em que ficaria pela terceira noite longe da esposa e filhos, pôs-se a pensar sobre um terceiro mundo: o seu próprio mundo.
Num exercício de memória e história que os tempos modernos nem sempre nos permitem fazer (ao menos sem a culpa de que, ao invéz de simplesmente disperdiçar o tempo em pensar coisas do tipo, poderíamos estar estabelecendo contatos, fazendo projetos e ganhando mais dinheiro) permitiu-se então o sacrilégio.
Após uma breve e emocionada reflexão sobre sua vida, percebeu que, por toda a sua história, não haveria de se encantar com um mundo e nem ir de encontro ao outro, afinal, nem todos pescadores se reconhecem na simplicidade, e nem todos presidentes se reconhecem na arrogância. Pescador não é simples por natureza, nem presidente arrogante de nascença. Nem mesmo a poderosa força das raízes que sustentam uma pessoa as inibe de fazerem suas próprias escolhas ao longo da vida. Não nos cabe justificar as atitudes mais certas ou mais erradas das pessoas. Tudo é, senão, uma questão de escolha.
Se ele já esqueceu o que escreveu no e-mail; se faz diferente do que escreve; se eu dei ares de romance a experiência daquele pai e se, concluí aquilo que, na verdade, era o que eu gostaria de de ter lido? Pode ser que sim. Mas, me dou essa liberdade.
Prefiro acreditar que a verdade ou a mentira da vida está nas bases que você constrói, e que a certeza sobre o acerto ou o erro da minha escolha eu encontrarei no abraço quentinho e sincero que me aguarda após uma manhã de pescaria ou uma reunião de negócios. Este abraço sim, há de perpassar tantos mundos quantos forem os homens nessa vida.
Sábado, Março 18, 2006
:: Santo segredo, Batman! ::
Então ficamos combinados:
Eu te contarei os segredos meus e do mundo,
e você, ao menos por enquanto,
Eu te contarei os segredos meus e do mundo,
e você, ao menos por enquanto,
ficará sendo o meu bat-blog-secreto.







